Pastor preso por culto doméstico é solto e faz alerta a colegas O pastor canadense Artur Pawlowski, que foi preso no início deste mês por supostamente realizar um serviço religioso que violava as novas restrições de saúde pública em reuniões, foi libertado sob fiança e diz que foi tratado com severidade enquanto estava sob custódia policial. 



Pawlowski, de 48 anos, que lidera a Igreja da Fortaleza de Adullam em Calgary, também alertou seus compatriotas canadenses sobre o crescente estado de tirania no país. Durante uma entrevista à imprensa local, o pastor disse: "Eles estão fazendo isso comigo. Eles virão atrás de vocês. É apenas uma questão de tempo." 

“Nós nos tornamos prisioneiros políticos no Canadá porque ousamos desafiar a corrupção deles”, disse o pastor. “Porque é assim, todo o sistema está corrompido”.

Pawlowski também acusou o sistema de justiça canadense de corrupção, dizendo “se eles podem fazer isso comigo, eles podem fazer isso com você.

O pastor também apontou as duras circunstâncias de sua prisão. "Como você viu, fui levado no meio da estrada. Eles me jogaram atrás do veículo da polícia. Minha cabeça estava abaixada e meus pés levantados", disse ele. 

Os policiais descobriram que não conseguiam colocar Pawlowski no veículo devido à maneira como ele estava amarrado. Ele disse que um dos policiais até ameaçou acusá-lo de agressão se ele chutasse um policial. 

O pastor disse que foi forçado a ficar deitado de costas com os pulsos algemados atrás dele por uma hora. 

"Você pode imaginar como isso foi doloroso. Aquilo foi uma verdadeira tortura, eu estava sendo torturado pela maneira como eles fizeram isso. Uma hora com todo o meu corpo algemado. Foi inacreditável", disse Pawlowski. 

O pastor também descreveu seu tratamento quando chegou à prisão. 

"Concreto. Sem travesseiro. Sem colchão. Sem cobertor. Apenas concreto e uma luz", afirmou. 

Pawlowski acusou as autoridades de privar ele e seu irmão Dawid de dormir e até mesmo recusar seu pedido de uma Bíblia. No entanto, tudo isso mudou quando houve troca do turno da guarda, e ele foi tratado com humanidade quando o novo guarda lhe ofereceu um colchão e uma Bíblia. 

Os dois foram então transferidos para outro centro de detenção que o pastor descreveu como "inferno". Eles teriam sido jogados em uma "cela imunda" junto com outros 30 internos e proibidos de contatar seus advogados. 

Depois de ser libertado da prisão, Pawlowski alegou que a polícia o seguiu para casa com um helicóptero.