Prefeito de São Paulo, Bruno Covas, morre aos 41 anos

O prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), morreu na manhã deste domingo (16) aos 41 anos, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde estava internado desde 2 de maio, quando se licenciou da prefeitura. Desde 2019, ele lutava contra um câncer no sistema digestivo com metástase nos ossos e no fígado. O velório será fechado, com a presença apenas para a família, mas haverá também uma cerimônia na prefeitura.

Na sexta-feira (14), a equipe médica havia comunicado que o quadro de saúde de Covas era irreversível.

Nas últimas horas de vida, o prefeito recebeu sedativos e analgésicos para não sentir dores.

Na noite de sexta, um padre chegou a fazer a unção dos enfermos, um sacramento católico. Durante a noite de sábado (15), representantes de diversas religiões participaram de um ato ecumênico na porta do hospital, que durou 30 minutos e terminou com a oração Pai Nosso.

O prefeito deixa o filho, Tomás, de 15 anos.

Ricardo Nunes (MDB), o vice que hoje é prefeito em exercício, irá assumir definitivamente a administração municipal de São Paulo.

Carreira

Bruno Covas era o neto favorito de Mário Covas, que foi prefeito da capital na década de 1980 e governador do estado entre 1995 e 2001. Foi o avô que o ingressou na carreira política.

Filho de Pedro Lopes e Renata Covas Lopes e pai do jovem Tomás Covas, Bruno nasceu em Santos, no litoral paulista, no dia 7 de abril de 1980, e foi advogado e economista antes de ingressar na política.

Mudou-se para a capital paulista em 1995 e, dois anos depois, filiou-se ao PSDB, seguindo os passos do avô, o ex-governador Mário Covas (1930-2001), sua grande inspiração e influência política . No partido, chegou a ser presidente estadual e nacional da Juventude do PSDB e ocupou cargos na Executiva Estadual.

Sua carreira na política começou em 2004, quando se candidatou a vice-prefeito de sua cidade natal. Dois anos depois, foi eleito deputado estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo e reeleito para o mesmo cargo e m 2010, com mais de 239 mil votos, sendo o mais votado d aquele ano.

No ano seguinte, assumiu a Secretaria Estadual do Meio Ambiente no governo de Geraldo Alckmin, permanecendo no cargo até 2014, quando foi eleito deputado federal para o mandato 2015-2019.