Ex-presidente da Alerj Jorge Picciani morre aos 66 anos

Morreu nesta sexta-feira (14) o ex-deputado estadual Jorge Picciani, de 66 anos. Ele estava internado desde o dia 8 de abril no Hospital Vila Nova Star, da Rede D’Or, em São Paulo, onde fazia um tratamento de câncer na bexiga.

Picciani foi presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Seu corpo está sendo levado para o Rio, onde será sepultado. O atual presidente da Alerj, deputado André Ceciliano (PT), já ofereceu a Casa para o velório.

Carreira

Em 1990, Picciani conquistou o primeiro de seus seis mandatos como deputado estadual. Passou por todos os cargos importantes do Legislativo, até se eleger, por quatro mandatos consecutivos, presidente da Alerj (2003-2010). Em 2015, após ficar quatro anos afastado, voltou a ocupar o cargo.

Nos primeiros 20 anos como deputado, ele só se afastou uma vez do Legislativo: em 1993, foi convidado pelo então governador Leonel Brizola para assumir a Secretaria Estadual de Esportes e Lazer e a presidência da Suderj.

Formado em contabilidade pela UERJ e em estatística pela Escola Nacional de Estatística, Jorge Picciani nasceu no dia 25 de março de 1955 e era pecuarista há 30 anos.

Família

Picciani era casado com Hortência Oliveira Picciani e tinha cinco filhos: os ex-deputados Leonardo e Rafael Picciani, o zootecnista Felipe, e os caçulas Arthur e Vicenzo.

Alvo

Como presidente da Alerj, em 2017 Picciani chegou a ser preso na Operação Cadeia Velha, que investigava a influência de deputados na aprovação de projetos favoráveis a empresas de ônibus e também a empreiteiras.

Um ano depois, já em prisão domiciliar, Picciani e outros nove parlamentares foram alvo da Furna da Onça, uma operação sobre o recebimento de propinas mensais de até R$ 100 mil e de cargos para votar de acordo com o interesse do governo.