Maio Laranja: Para ONG cristã, é preciso enfrentar a pandemia de violências contra menores O mês de maio traz um tema muito importante: o combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. O Brasil está em 2º lugar no ranking de exploração sexual e infantil. De acordo com dados governamentais, no país são 500 mil casos de exploração sexual por ano e é estimado que somente 10% dos casos sejam notificados.

A campanha ficou marcada em maio, principalmente no dia 18, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, data em homenagem a Araceli, uma menina assassinada aos 8 anos de idade no Espírito Santo, em 1973. Os acusados foram absolvidos e o crime segue impune até os dias atuais.

A organização cristã Visão Mundial alerta para o aumento de violência contra grupos vulneráveis em todo o mundo, especialmente para mulheres e crianças, durante o isolamento social. Segundo dados do Disque 100 de 2019, 82% das denúncias de violência sexual têm como vítimas pessoas do sexo feminino.

Em São Paulo, por exemplo, o número de denúncias de agressão contra a mulher aumentou 44,9%, segundo relatório divulgado no início da pandemia, em 2019, pelo Fórum de Segurança Pública (FBSP). No Estado de Pernambuco, denúncias de violência sexual contra crianças aumentaram 50%, mesmo com os casos de subnotificações e do silenciamento da vítima, já que o principal espaço de denúncia, a escola, está fechado. Ainda segundo o Disque 100, 70% dos casos de abuso sexual infantojuvenil começam dentro de casa e o perfil dos agressores mantém um padrão, sendo eles números significativos de familiares dessas crianças e jovens.

Para a ONG, que vem há 45 anos desenvolvendo no Brasil diversos programas e projetos em variadas frentes com o intuito de ajudar e focar na proteção da criança e do adolescente, os números são preocupantes e é urgente trazer o tema à tona, principalmente neste momento de isolamento.


(Foto: Divulgação Visão Mundial)