Fernanda Brum comemora superprodução
Prestes a lançar o segundo EP do seu mais recente trabalho, “Terceiro Céu”, a cantora Fernanda Brum conversou com a reportagem do Melodia News sobre carreira, família e ministério. E parece deixar cada vez mais evidente ao seu público a harmônica conexão entre essas três áreas de sua vida. Com 25 anos de carreira, hoje Fernanda é mais do que cantora. Ela é evangelista, pastora, esposa e mãe. Com a responsabilidade de ser um dos grandes nomes da música gospel brasileira e internacional, pois conquistou o Grammy Latino 2018 na categoria Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa, Fernanda se supera a cada novo trabalho. Produzido e arranjado por Emerson Pinheiro, marido de Fernanda que dispensa apresentações, “Terceiro Céu”, além de ter sido gravado um local lendário, contou com respeitados músicos nacionais e norte-americanos. É o caso do Tim Pierce, que já trabalhou com Bruce Springsteen, Bon Jovi, Elton John e Phil Collins.

Em 25 anos de carreira você ainda consegue surpreender seu público. O que “Terceiro Céu” tem de especial?

Fernanda Brum: É um trabalho muito especial para mim, foi feito com músicos brasileiros e também músicos internacionais. Ele foi mixado na Full Sail University, em Orlando, nos EUA, a maior Universidade de Artes. Para mim foi um sonho. Não só pelo local que eu gravei, mas pelas canções que são especiais demais para mim. Terceiro Céu é um CD que foi dividido em dois EPs. No primeiro semestre nós lançamos um EP e nesse segundo semestre vamos lançar o segundo EP. Estamos trabalhando muito e eu posso dizer para você que ele é um dos meus melhores CDs, daqueles que eu ouço em casa.

Durante esse tempo, já pensou em escolher apenas um caminho: música ou ministério pastoral?

Bom são muitos anos sendo pastora e cantora, desde os 17 anos eu tinha já formação em Teologia e como iniciante, é claro, já cantava. Então eu não consigo escolher uma das coisas porque elas são úteis juntas. O meu sonho sempre foi pastorear uma igreja. Eu acredito muito que esse é o meu templo, mas eu também preciso continuar fazendo o que amo, que é cantar e ganhar almas. Eu sou um evangelista. Então parar de cantar não está nos meus planos.

Como é a Fernanda no ministério Profetizando às Nações?
O meu ministério como pastora sempre foi exercido como pastora evangelista pelo Brasil todo e, agora, como pastora Sênior. Eu tenho muita responsabilidade, mas eu adoro atender. E é uma coisa que está dentro de mim que é pregar a Palavra. Quem me conhece sabe que eu nunca fiz um evento sem trazer uma Palavra de dentro, e puxar as almas para frente. No Profetizando às Nações a gente tem cinco ministérios. O Profetizando às Nações não é uma igreja celular, existem vários tipos de igreja, é uma igreja ministerial. Então nós criamos os cinco ministérios. Biblicamente, estamos desenvolvendo essa cultura do céu e Bíblia com todas nossas ovelhas aqui na Profetizando às Nações.

Como é a Fernanda Brum em família?

Gente, a família é a base de tudo. Durante esse tempo eu estive muito fora e agora eu estou muito em casa. Imagina o que é a mamãe em casa, colocando tudo no lugar com horários para tudo? Eu acho que tem sido uma readaptação. Imagina quando volto para casa com uma criança de 9 anos, um adolescente de 16 anos e decido fazer quatro eventos por mês, grandes eventos, e nos outros dias pastorear e gravar? O meu sonho é o cinema, meu sonho é produzir mais e atuar mais para alcançar pessoas que a gente não alcança só com a música. Então a família tem me dado muito suporte. Não é fácil. É abdicar de uma coisa em favor de outra coisa. Mas tudo tem seu preço e eu gosto muito de ouvir a voz de Deus. E por esse tempo Deus está me ensinando, me ensinando como mãe, ensinando como esposa, nessa nova etapa da minha vida.

Além da cantora, da pastora, da esposa e da mãe, ainda existe a Fernanda Brum missionária?

A causa missionária sempre me consumiu. Eu sou uma “jocumeira” (em referência à organização Jocum – Jovens Com Uma Missão) frustrada. Eu nunca fiz Jocum, mas Deus coroou meu coração. No dia que eu fui dar uma aula na Jocum sobre artes, música e como ser um missionário dentro da música, dentro das mídias, foi muito legal. E quando eu descobri a Igreja Perseguida, além dos missionários abandonados em campo, eu comecei a lutar mais por isso, ser uma voz por eles. Eu estou sempre aliançada com missões, Portas Abertas, com a Missão Mais. Estou aliançada com todas as organizações missionárias que vocês conhecem. A missão mundial é muito importante para mim e o ministério Profetizando às Nações também faz missão a partir de sua igreja local. E a nossa missão, por enquanto, é uma missão regional. Ela pode ser local, ela pode ser nacional ou ela pode ser internacional. Você pode participar, doando, orando e indo. Missão sempre vai existir, porque os campos estão prontos, mas os ceifeiros são poucos. Estamos nos desdobrando para chegar onde Deus quer. Se você é um desses que está colhendo almas, que está fazendo um trabalho missionário, eu quero dizer: parabéns, continue. Eu estou aqui só para engrossar essa fileira dos dispostos a pregar o Evangelho.