Austrália: primeiro-ministro diz que foi chamado para fazer a obra de Deus O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, compartilhou seu testemunho de fé durante uma conferência nacional das Igrejas Cristãs da Austrália [Australian Christian Churches]. No evento, ocorrido na semana passada, Morrison disse: “Não posso salvar o mundo, mas acreditamos em Quem pode”. Sua mensagem viralizou nas redes sociais.

O político é o primeiro pentecostal a ocupar o cargo de primeiro-ministro da Austrália.

Morrison compartilhou sobre um momento difícil que enfrentou nas últimas duas semanas de sua campanha eleitoral de 2019, quando buscou um sinal de Deus.

“Tenho que admitir que disse a mim mesmo: ‘Sabe, Senhor, onde estás, onde estás? Gostaria de um sinal, se estiver tudo bem”, diz Morrison. “E bem na minha frente, estava a maior foto de uma águia voando que eu poderia imaginar e, claro, o versículo [Isaías 40:29-31] me tocou.”

“A mensagem que recebi naquele dia foi: ‘Scott, você tem que correr para não se cansar, tem que andar para não desfalecer, tem que abrir as asas como uma águia para voar como uma águia’”, declarou.

Como bom pentecostal, o primeiro-ministro falou sobre fazer a obra de Deus e revelou que já impôs as mãos ao abraçar pessoas que sofreram traumas ou desastres naturais.

“Estive em centros de evacuação onde as pessoas pensavam que eu estava apenas dando um abraço em alguém, e orando, e eu estava colocando minhas mãos sobre as pessoas e orando em várias situações”, disse ele.

“Acredito que Deus tem nos usado nesses momentos para sermos capazes de fornecer algum alívio e conforto”, comentou.

Obra do maligno 

Durante a conferência, Morrison também chamou o uso indevido da mídia social de “obra do maligno” e exortou outros cristãos a orar contra seu “efeito corrosivo na sociedade”.

“Claro, a mídia social tem suas virtudes e seus valores, e permite que nos conectemos com as pessoas de uma maneira que nunca havíamos feito antes”, disse Morrison. “Mas essas armas também podem ser usadas pelo maligno e precisamos denunciá-lo.”