Mãe de menina morta pelo pai diz que filha Fernanda Cristina Ribeiro Tavares, mãe da menina de 6 anos morta com sinais de espancamento e violência sexual nesta sexta-feira (02), afirmou não ter desconfiado, durante os mais de seis meses que a filha morou com o pai, Rodrigo Jesus da França, das agressões que ele cometia contra a menina. Segundo ela, Rodrigo teria obtido a guarda de Mel Rhayane Ribeiro de Jesus após ter acusado o ex-padastro da criança de estuprá-la e Fernanda, de ter conhecimento do caso. Desde então, o pai impedia o contato de mãe e filha.

Rodrigo se declarou culpado à Polícia Civil pelas agressões e foi preso. A versão dada por ele em depoimento é de que, por conta dos estupros sofridos, a criança teria desenvolvido um distúrbio psiquiátrico que a levava a se masturbar, e que batia nela para que ela parasse.

“Ele não me deixava ver a Mel. Ele espalhou na comunidade em que ele morava que ela era abusada pelo ex-padastro e eu não podia subir lá. Quando eu ligava, ele me xingava e desligava na minha cara. Eu tenho até gravação. Então eu sabia que ela não estava sendo bem tratada, e queria a guarda, mas não imaginava algo a esse ponto. Se você visse a minha filha... está como Jesus Cristo”, contou Fernanda.

Desde dezembro ela lutava para reaver a guarda de Mel. Sem dinheiro, ela contou ter procurado na ocasião a Defensoria Pública do Rio de Janeiro, mas que o telefonema feito teria lhe rendido uma marcação de atendimento presencial apenas para julho. Neste mesmo mês, a mãe do pai de Mel, teria oferecido ajuda para pagar um advogado particular para ela. Mas o processo não foi rápido o suficiente.

As investigações estão em andamento. De acordo com informações da Delegacia de Homicídios da Capital, foi instaurado inquérito policial para apurar as circunstâncias da morte de Mel Rhayane Ribeiro de Jesus, de 6 anos. Diligências estão sendo realizadas em busca de informações que possam ajudar a esclarecer o fato e parentes estão sendo ouvidos na especializada.