Pastor é preso na Grã-Bretanha por pregar em público o que a Bíblia diz sobre o homossexualismo Cristão na Grã-Bretanha alertam para a necessidade de aumentar a conscientização sobre como a polícia do país está reprimindo a liberdade de proclamação da fé em lugares públicos, reprimindo também os ensinamentos das Escrituras. 

O pastor Peter Simpson escreveu na terça-feira (27) que ele e seu colega pastor John Sherwood, ministro de uma igreja do norte de Londres, estavam pregando o evangelho juntos no centro de Uxbridge na sexta-feira, 23 de abril, como fazem regularmente. 

“Comecei a pregação referindo-me ao grave abandono por parte da nossa nação das suas bases cristãs, um abandono que se manifestou, por exemplo, na redefinição do casamento. Essa redefinição é nada menos do que um ataque à revelação bíblica, que nos diz que o casamento pode ser apenas entre um homem e uma mulher”, disse Peter. 

O pastor Sherwood então pregou, expondo os versículos finais de Gênesis 1, declarando que o desígnio de Deus ao criar a humanidade era estabelecer os seres humanos em famílias, chefiadas por um pai e uma mãe, não por dois pais ou por duas mães. “A distinção dentro da humanidade de apenas dois gêneros, masculino e feminino, feitos à imagem de Deus, constitui a essência da ordem criada por Deus”, explicou o pastor Peter.

Depois de um tempo, vários policiais apareceram no local, dirigindo-se ao pastor Sherwood e declarando que três reclamações haviam sido recebidas sobre a pregação. 

“O pastor Sherwood parou de pregar para falar aos oficiais, de maneira cortês, por um tempo considerável, enquanto reafirmava tudo o que havia dito. A acusação feita pela polícia foi de que 'alarme e angústia' haviam sido causados ​​ao público”, contou Simpson. 

Enquanto essa conversa estava acontecendo, outro oficial falou Peter sobre a necessidade de evitar quaisquer declarações homofóbicas. Ele explicou que defender a lei moral de Deus e falar sobre os perigos do pecado em relação às questões LGBT não implica absolutamente nenhum ódio ou desagrado para com qualquer indivíduo ou grupo de pessoas. “Na verdade, é um ato de amor ao próximo. No entanto, a descrição bíblica da homossexualidade como pecaminosa é simples e clara”, disse.

A isto o policial respondeu que alguns assuntos simplesmente não podem ser mencionados em lugares públicos, porque não há liberdade para fazer declarações que ofendam as pessoas. Peter respondeu que a polícia não teria nenhuma objeção a uma parada do Orgulho Gay em Uxbridge, mas isso seria altamente ofensivo para os cristãos que creem na Bíblia. O oficial não pareceu apreciar a lógica por trás desse argumento, segundo o pastor. Além disso, Peter lembrou que não existe nenhuma lei declarando que as pessoas têm o direito de nunca serem ofendidas. 

Enquanto isso, o pastor Sherwood disse respeitosamente à polícia que ele tinha liberdade de expressão e não tinha intenção de desistir de pregar por causa das queixas. Ele explicou aos oficiais que seus comentários anteriores sobre as famílias que precisam de um pai e uma mãe foram feitos no contexto do mandamento divino de 'ser frutífero e se multiplicar' (Gênesis 1:28). 

O pastor Sherwood então retomou a pregação e falou sobre o precioso direito à liberdade de expressão em seu país, citando a Constituição de 1215 e a Declaração de Direitos de 1689. Um homem entre os espectadores, que disse ser bissexual, gritou que o pastor Sherwood havia feito declarações homofóbicas, e uma mulher na multidão, que disse ser lésbica, disse que ele era culpado por discurso de ódio. A polícia tirou um depoimento dela. 

A conversa então recomeçou entre o pastor Sherwood e dois oficiais, e eles lhe pediram para descer do púlpito em que estava, dizendo que agora ele estava preso. O ministro recusou, alegando que exercia atividade lícita e que nenhum crime havia sido cometido. 

Um oficial então tirou a Bíblia das mãos do pastor e puxou-o pelos degraus. Três policiais rapidamente se reuniram para colocar as algemas no pastor de 70 anos. 

“Este digno homem de Deus foi levado para um carro da polícia próximo, quando um dos ajudantes da minha igreja gritou: 'O que aconteceu conosco como uma nação da qual um homem não pode mais pregar a Bíblia?'. O pastor Sherwood foi preso, de acordo com a polícia, com base na seção 5 da Lei de Ordem Pública, ou seja, por ter causado alarme e angústia”, lamentou Peter.

O pastor foi levado a um centro de detenção policial perto do aeroporto de Heathrow, onde foi mantido durante a noite e só foi liberado por volta do meio-dia do dia seguinte. Seu advogado descreveu a atitude dos policiais durante o procedimento formal de entrevista como muito desagradável. 

Ao todo, o pregador foi detido por cerca de 21 horas. Apesar de liberado, ele continua sob investigação. 

“Esta prisão de um ministro fiel por não fazer nada além de declarar o que a Bíblia ensina sobre uma das questões morais importantes de nosso tempo, revela um ataque perigoso à liberdade de expressão e, não menos importante, à liberdade dos pastores cristãos de declarar em público tudo que a Bíblia ensina. O Estado não tem o direito de designar que algumas partes da palavra de Deus são áreas proibidas”, disse o pastor Peter. 

“Quaisquer que sejam as opiniões pessoais sobre a homossexualidade, é certamente pertinente perguntar em que tipo de nação nos tornamos para que o ministro de uma igreja cristã seja preso por defender em praça pública as próprias verdades que Sua Majestade, a Rainha, prometeu defender nela O juramento da coroação em 1953, com uma Bíblia na mão?”, encerrou.