Relatório denuncia que China conduz “violações notórias à liberdade religiosa”

A situação de cerceamento da liberdade religiosa piorou na China em 2020, apontou o relatório anual da Comissão Estadunidense para a Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF). De acordo com o documento, oficiais do governo comunista demoliram imóveis de igrejas, aprisionaram cristãos e estão usando tecnologias de vigilância para monitorar minorias religiosas.

A China é uma das 14 nações classificadas como “países particularmente preocupantes” pela USCIRF, entidade bipartidária e independente, ligada ao governo federal dos Estados Unidos (EUA) e criada para monitorar violações da liberdade religiosa pelo mundo. Os outros países são Myanmar, Eritreia, Índia, Irã, Nigéria, Coreia do Norte, Paquistão, Rússia, Arábia Saudita, Síria, Tajiquistão, Vietnã e Turcomenistão.

No entanto, de acordo com o relatório da USCIRF, a situação na China chama a atenção por ter “se deteriorado” em 2020. Segundo o documento, que foi apresentado ao Congresso dos EUA na última semana, o governo comunista chinês e outros oficiais:

- Intensificaram a “sinização” – ou seja, “tornar mais chinês” – das políticas religiosas, particularmente tendo como alvos as religiões com conexões estrangeiras, como o cristianismo, islamismo e o budismo tibetano;

- Continuaram o uso sem precedentes de tecnologias avançadas para monitorar minorias religiosas;

- Assediaram, detiveram, prenderam e aprisionaram membros de igrejas protestantes que se recusaram a se juntar ao Movimento Patriótico das Três Autônomas, estabelecido pelo Estado Chinês;

- Continuaram a demolir igrejas católicas e protestantes.

O relatório concluiu que a China é culpada por “sistemáticas e notórias violações das liberdades religiosas”.