Ex-secretário do governo Trump nos EUA acusa Biden de não se importar com perseguição a cristãos

O ex-Diretor da CIA (Agência de Inteligência) e ex-Secretário de Estado do governo de Donald Trump nos Estados Unidos, Mike Pompeo, se mostrou decepcionado com a incapacidade da administração do presidente Joe Biden em promover a liberdade religiosa no mundo, configurando o que chamou de desprezo ao “trabalho glorioso” realizado pela Comissão de Direitos Inalienáveis do país sob o mandato de Trump.

“Por quatro anos, a administração de Trump e o Departamento de Estado, liderado por mim, colocaram um interesse legítimo em trabalhar ao redor do mundo para promover a liberdade religiosa”, afirmou Pompeo, que ressaltou que a liberdade é importante não só para os indivíduos, mas também para a prosperidade dos povos.

Um dos questionamentos à postura do governo Biden nessa questão é a preocupação, considerada legítima, em relação à perseguição a muçulmanos uigures na China, mas o silêncio em relação a perseguição de cristãos no mesmo país, além de outras nações tais como a Coreia do Norte. Para Travis Webber, do ‘Centro para Liberdade Religiosa’ do grupo cristão ‘Conselho de Pesquisas da Família’, o assunto é urgente:

“A situação em muitos países de maioria muçulmana, incluindo o Irã, é terrível. Cristãos estão sendo violentados na Nigéria quase semanalmente e não há menção sobre isso [nas falas dos representantes do governo Biden]. Então, se olhamos para as atrocidades e violações de direitos humanos ao redor do mundo, a perseguição religiosa está entre elas, e é completamente decepcionante que eles não estejam chamando a atenção para isso” – afirmou Webber.

A preocupação é compartilhada também pelo observatório contra a perseguição cristã ‘International Cristian Concern’ (ICC):

“Nós do ICC vemos com bons olhos o progresso feito pelo Departamento de Estado em promover a liberdade religiosa em todo o mundo. Entretanto, ainda permanecemos em dúvida se a administração de Biden está comprometida a colocar essa questão como um princípio central da política externa dos Estados Unidos” – afirmou Matias Perttula, diretor de advocacia da organização.