Saiba quando tomar a segunda dose das vacinas contra Covid-19 Muitas pessoas que já tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19 não voltaram para receber a segunda, o que é totalmente contraindicado pelos médicos. 

De acordo com a epidemiologista e ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI), Carla Domingues, a possibilidade de infecção após a aplicação de uma dose ocorre pelo fato de o organismo não possuir todos os anticorpos necessários para combater o vírus. 

Com isso, a médica reforça a importância de manter os cuidados preventivos, como o uso de máscara e o isolamento social: "Medidas não farmacológicas deverão ser continuadas, até que tenhamos realmente uma queda importante da circulação do coronavírus", disse.

Segundo pesquisadores da Fiocruz, o relaxamento de idosos quanto às medidas restritivas após a aplicação da primeira dose pode levar a um aumento no número de internações.

A possibilidade de contrair Covid-19 no intervalo entre as doses é a principal hipótese considerada por especialistas para a morte de Agnaldo Timóteo, que ocorreu depois de o cantor já ter recebido imunização completa. 

Apelo

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez um apelo ontem (12), em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, para que pessoas que foram imunizadas com a primeira dose da vacina contra Covid-19 não desobedeçam a prescrição do medicamento e tomem, dentro do prazo recomendado, a segunda dose do imunizante.

Prazos
O Instituto Butantan recomenda que a segunda dose da CoronaVac deve ser aplicada em um período entre 14 e 28 dias após a primeira. Já quem recebeu a dose da vacina AstraZeneca/Oxford (produzida no Brasil pela Fiocruz) pode esperar um pouco mais: o período recomendado é três meses.

O atraso da segunda dose é bastante preocupante porque a pessoa tem mais chances de ficar doente enquanto aguarda a aplicação. É importante saber que, mesmo atrasada, a segunda aplicação deve ser feita assim que possível.

"O indivíduo não vai perder a imunidade constituída após a primeira dose", afirma Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). "A segunda dose é um reforço, uma forma de estimular o corpo a produzir um número ainda maior de anticorpos.”