Elaine Martins é criticada nas redes sociais por ter apoiado Dr. Jairinho

É comum cantores gospel e pastores apoiarem candidaturas de políticos. Se posicionar em favor daqueles que apresentam projetos favoráveis à família e aos princípios cristãos, é defender os interesses da sociedade conservadora, que por muitas vezes foi oprimida. Mas é preciso cuidado com esse apoio. A cantora e compositora Elaine Martins, por exemplo, está enfrentando uma onda de críticas nas redes sociais por ter apoiado o vereador Dr. Jairinho, acusado agora pela morte do enteado. Henry Borel, de apenas 4 anos.

Desde que Jairinho e a companheira, Monique Medeiros, foram presos preventivamente na quinta-feira (08), passou a circular nas redes sociais e grupos de WhatsApp em que a cantora, ao lado do suspeito, pede votos ao então candidato a vereador.

No vídeo, Elaine Martins chama Dr. Jairinho de amigo e diz: “Eu tô passando aqui pra indicar o meu querido amigo, Dr. Jairinho... porque ele é a favor da família, porque ele é médico, porque ele é servo de Deus acima de muitas coisas e professa a nossa fé. E com certeza isso conta muito para que tenha alguém lutando por nós, lutando pela família, pelos nossos ideais. Por isso, eu escolho o Dr. Jairinho”.

O vídeo tem sido compartilhado no Tik Tok e outras redes sociais com a legenda “O inferno é logo ali”. 

Torturas e frieza

O vereador a quem Elaine Martins disse ser a favor da família, horas após a morte do menino Henry, foi à festa de aniversário da irmã com os filhos. O episódio foi revelado pela ex-mulher do parlamentar na sexta-feira (9), em depoimento registrado na 16ª DP (Barra) no Rio de Janeiro.

Antes de ir para a festa de aniversário da irmã, Jairinho permaneceu a maior parte do tempo conversando com o pai, o ex-deputado estadual e policial militar da reserva Coronel Jairo, segundo relatou Ana Carolina Ferreira Netto.

Os peritos afirmaram que as 23 lesões encontradas no corpo do menino Henry “apresentavam características condizentes com aquelas produzidas mediante ação violenta (homicídio)”. Entre essas lesões, estão, por exemplo, a laceração no fígado, danos nos rins e a hemorragia na cabeça.

Mensagens de celular a que polícia teve acesso, trocadas entre Monique e a babá de Henry um mês antes da morte do menino, mostram relatos de que o garoto vinha apanhando do padrasto e que a mãe dele tinha conhecimento disso.


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