Protesto de vereador contra fechamento de igrejas e abertura de cabarés volta a viralizar

Na semana em que o Supremo Tribunal Federal autorizou governadores e prefeitos a fecharem igrejas durante a pandemia do novo coronavírus, o discurso de um vereador na Paraíba voltou a viralizar nas redes sociais.

O vereador da Câmara Municipal de Alhandra, Jeremias Santos (Progressistas) se mostrou indignado com o fechamento das igrejas do município imposto pelo decreto estadual para conter o avanço da Covid-19 na Paraíba. O município fica localizado na região metropolitana de João Pessoa.



Em pronunciamento feito durante a sessão parlamentar do dia 8 de março, o vereador disse não entender porque os cabarés, os prostíbulos de Alhandra continuam abertos se também são locais de aglomeração propícios para a contaminação do vírus.



“Os cabarés estão funcionando a todo vapor. É de descer o suor. Eu não sei onde está o distanciamento dentro de um cabaré, de uma zona de um prostíbulo.

Estão funcionando o Cabaré das Priminhas, o Cabaré das Amiguinhas e o Cabaré do Seu Mané. Eu não sou contra o funcionamento de cabaré nenhum. Eu sou contra o fechamento das igrejas”, esbravejou o vereador.



Segundo ele, o fechamento das igrejas é inadmissível, inaceitável. O vereador considera que as igrejas são as que mais respeitam as regras do distanciamento social.



“Também não estou dizendo que é para fechar os bares e também não estou dizendo para fechar os cabarés. Eu acredito que o cabaré deve ter alguma finalidade social, alguma atividade essencial, imagino eu, não sei, mas acredito que tenha. Os cassinos, também não estou dizendo que é para fechar. Agora, se os cabarés, os cassinos e os bares estão abertos e a igreja fechada, isso é uma desmoralização. Eu deixo registrado aqui a minha indignação”, esbravejou o vereador.



Presidente reage



Neste sábado (08), presidente Jair Bolsonaro chamou de "absurdo dos absurdos" a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou estados e municípios a fecharem igrejas e templos durante a pandemia.



“Lamento os superpoderes que o Supremo Tribunal Federal deu a governadores e prefeitos, para fechar inclusive salas, igrejas, de cultos religiosos. É um absurdo dos absurdos. Artigo quinto da Constituição. Não vale o artigo quinto da Constituição, não está valendo mais. Está valendo o decreto do governador”, disse o presidente, durante visita a São Sebastião, uma região administrativa do Distrito Federal.



O presidente conversou com imigrantes venezuelanos que vivem no local. Ele também defendeu a reabertura do comércio "com as devidas medidas de saúde".



“Essa política não está dando certo, e a gente espera que essas pessoas, em especial governadores, não são todos, tenham a consciência de abrir o comércio, com as devidas medidas de saúde, para que voltem a trabalhar”, disse, acrescentando depois: “A política do fique em casa, fecha o comércio, está errada. O povo tem que trabalhar.”