Justiça suspende inclusão de educadores no calendário prioritário de vacinação do Rio Por decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, apenas os profissionais da área de segurança que atuam diretamente no combate à pandemia de Covid-19 no Rio integrarão o próximo grupo prioritário de imunização. A medida alterou o decreto anunciado pelo governador em exercício, Cláudio Castro (PSC), que estabelecia o calendário de vacinação  no estado do Rio. 

A decisão tomada nesta terça-feira (6) acontece no mesmo dia em que escolas do município do Rio foram autorizadas a retomarem as atividades presenciais. Em nota, o Sindicato dos Professores do Município do Rio (Sinpro-Rio) destaca que “todos os grupos são prioritários e nada disso estaria sendo questionado ou disputado se a vacinação ampla da sociedade já tivesse ocorrido ou pelo menos estivesse em um ritmo mais acelerado.”

Segundo o TJ, é preciso respeitar a ordem apresentada pela nota técnica do Ministério da Saúde sobre a imunização das forças de segurança.

Ainda de acordo com o Tribunal de Justiça, o Calendário Único da Vacinação contra a Covid-19, criado a partir do Decreto Estadual, contrariava as diretrizes técnicas do Plano Nacional de Operacionalização da Imunização, foi feito sem respaldo técnico e poderia atrasar a vacinação de pessoas com comorbidades e com deficiências físicas.

A liminar também suspendeu o artigo 4º do decreto, que incluía, trabalhadores da área de educação nas campanhas de vacinação a partir da segunda quinzena de abril.