Ministro das Relações Exteriores pede demissão após desentendimentos com o Senado

O ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, pediu demissão do cargo durante um encontro com o presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (29). Araújo vinha sendo pressionado, principalmente por parlamentares, que o criticaram por falhas nas relações diplomáticas que teriam prejudicado a aquisição de vacinas contra a Covid-19.

No fim de semana, o chanceler se envolveu em um novo embate com parlamentares, que complicou ainda mais a situação dele no Itamaraty.

Senadores acusaram Ernesto Araújo de ter insinuado que a senadora Kátia Abreu (PP-TO) estaria pressionando-o em favor de interesses da China na instalação da internet 5G no Brasil gerou indignação e forte reação dos parlamentares, que avaliam que a instituição do Senado foi atacada.

“A tentativa do ministro Ernesto Araújo de desqualificar a competente senadora Kátia Abreu atinge todo o Senado Federal. E justamente em um momento em que estamos buscando unir, somar, pacificar as relações entre os Poderes. Essa constante desagregação é um grande desserviço ao país”, defendeu o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, nas redes sociais, ainda no domingo.

A declaração de Ernesto Araújo, feita via Twitter, veio logo após os senadores demonstrarem insatisfação com o ministro em relação à atuação do Brasil na pandemia de covid-19 e na compra das vacinas, em audiência pública com o chanceler, na semana passada. Ele foi pressionado pelos parlamentares a pedir demissão.