Autoridades chinesas invadem igreja durante culto e tomam sua propriedade

Autoridades do Partido Comunista Chinês confiscaram a propriedade de uma igreja na última semana, dias após invadirem o local durante um culto. Os oficiais, liderados pelo Escritório para Questões Étnicas e Religiosas do Distrito de Yuzhong, retiraram objetos, mandaram as pessoas para casa e fecharam o local.

O primeiro ataque ocorreu no último dia 21, quando mais de 30 agentes da polícia, da segurança estadual e local invadiram uma igreja na cidade de Chongqing, mandaram os membros para casa, fecharam o local e conduzirem o pastor Zhu Dong à delegacia junto com outros líderes. Na ocasião, os oficiais não apresentaram nenhum documento ou ordem judicial, de acordo com a organização ‘China Aid’.

Apenas três dias depois, os agentes voltaram ao local com caminhões e recolheram todos os pertences da igreja, incluindo livros e cadeiras, segundo reportou o grupo ‘Christian Concern’.

"Presente" para o Partido Comunista

Ainda de acordo com a ‘China Aid’, a recente ofensiva contra igrejas na China poderia ser um “presente” para comemorar a chegada do aniversário de 100 anos do Partido Comunista Chinês, que será comemorado no próximo mês de julho. Em fevereiro, outra igreja em Chongqing foi alvo de invasão e confisco de pertences, além da prisão de dois cristãos. Na justificativa, os oficiais afirmaram que “havia risco potencial de transmissão da Covid-19”.

Em novembro de 2020, um relatório do Centro de Pesquisa Pew mostrou que as restrições à liberdade religiosa aumentaram para um nível recorde no país asiático. Segundo os pesquisadores, a China continuou tendo “a pontuação mais alta no quesito de restrições governamentais entre todos os 198 países e territórios estudados”.