Estudo: Aspirina pode reduzir risco de internação e de morte por Covid-19 
O uso de doses baixas de aspirina pode ajudar a proteger os pulmões e reduzir a necessidade de colocar pacientes em ventiladores, segundo um estudo feito por pesquisadores da George Washington University, dos Estados Unidos, publicado na revista Anesthesia & Analgesia.

De acordo com o estudo, o remédio também pode ajudar a manter pacientes fora da UTI e reduzir o risco de morte, provavelmente evitando pequenos coágulos sanguíneos.

A aspirina é um dos medicamentos de venda livre mais amplamente disponíveis no mercado. Seu custo, inferior a R$ 20,00 a cartela de 30 comprimidos, é muito pequeno em comparação com outros medicamentos usados no tratamento da Covid-19, como o Remdesivir, por exemplo, que R$ 13 mil.

A aspirina pode ajudar a prevenir a formação de coágulos sanguíneos, e é por isso que as pessoas que tiveram um ataque cardíaco costumam ser aconselhadas a tomar aspirina infantil todos os dias.

Análise
A equipe analisou os registros de 412 pacientes internados em vários hospitais dos Estados Unidos entre março e julho de 2020.

Cerca de 24% dos pacientes receberam aspirina nas primeiras 24 horas depois de serem hospitalizados ou nos sete dias anteriores à admissão hospitalar. A maioria, 76%, não recebeu o medicamento.

O uso de aspirina foi associado a uma redução de 44% na ventilação mecânica, a uma redução de 43% de internação na UTI e a uma redução de 47% na mortalidade hospitalar, apontam os pesquisadores.

Outros estudos fizeram descobertas semelhantes. Um deles, publicado na revista PLOS One, analisou mais de 30 mil idosos norte-americanos com Covid-19 e descobriu que aqueles que já tomavam aspirina tinham metade do risco de morrer do que aqueles que não receberam os comprimidos diários.

Os responsáveis pelo estudo, porém, pediram cautela com os resultados, pois a equipe ainda não selecionou pacientes para os testes clínicos randômicos com aspirinas e placebos.

Um estudo desenvolvido no Reino Unido deve apontar se a aspirina melhora definitivamente os resultados em comparação com pacientes que não tomam o medicamento.