Cidades nos EUA liberam união poligâmica após pressão de grupo LGBT

A cidade de Cambridge, localizada no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, atualizou sua definição de uniões domésticas para dar aos relacionamentos envolvendo mais de duas pessoas os mesmos direitos dos casais.

A mudança parece ser uma tendência no estado americano, depois que a cidade de Sommerville, vizinha à Cambridge, foi a primeira a reconhecer legalmente a união poligâmica. No dia 8 de março, o conselho de Cambridge votou pela redefinição de algo como “união estável”, que antes se referia a duas pessoas não casadas morando juntas, mas agora diz respeito a “duas ou mais pessoas” que estejam “em um relacionamento de suporte mútuo, cuidados e compromisso, pretendam permanecer nesse relacionamento e se considerem uma família”.

Autoridades cristãs da região, como o professor Robert George, da Universidade de Princeton, vêm afirmando nos últimos anos que a redefinição do casamento, como a extensão a pessoas do mesmo sexo, poderia levar a um colapso do termo, com pessoas questionando por que o casamento exige exclusividade, permanência e fidelidade.

Ryan Anderson, presidente do Centro de Ética e Política Pública, afirmou no ano passado, após a redefinição na cidade de Sommerville, que não estava surpreso com esforços para a inclusão de casamentos entre mais de duas pessoas:

“É claro que isso nunca pararia na questão de casais do mesmo sexo. Uma vez que você redefine o casamento para eliminar o componente homem-mulher, que princípios exigem a monogamia?” – disse Ryan à CNA, que completou: “a partir do momento que a lei e a cultura dizem que o aspecto homem-mulher viola a justiça e a igualdade, nós não expandimos o casamento, nós fundamentalmente redefinimos o que ele é. E essas redefinições não têm um ponto de parada baseado em princípios.”

A mudança em Cambridge teve apoio da Coalizão da Advocacia Legal pelo Poliamor, grupo ligado à Clínica de Advocacia LGBTQ+ da Escola de Direito da Universidade de Harvard.