Dia Internacional da Felicidade: conheça três aspectos essenciais que levam ao bem-estar

Neste sábado, 20 de março, é comemorado o Dia Internacional da Felicidade. As Organizações das Nações Unidas (ONU) criou a data em 2012, como uma forma de reconhecer a importância da felicidade na vida das pessoas em todo o mundo. Em 2015, a ONU lançou os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentávelque buscam erradicar a pobreza, reduzir a desigualdade e proteger o planeta - três aspectos essenciais que levam ao bem-estar e à felicidade.

As Organizações das Nações Unidas convidam todas as pessoas de qualquer idade a se juntarem à celebração do Dia Internacional da Felicidade. Mas, depois de um ano de pandemia, é preciso de uma dose extra de esforço para lidar com as emoções que bloqueiam e diminuem a felicidade, dizem os especialistas.

Na opinião do professor de Felicidade da Universidade de Brasília (UnB), Dr. Wander Pereira, é possível comemorar o Dia Internacional da Felicidade, no período de pandemia e em outros momentos de incertezas. “A vida é feita de situações e momentos distintos e cada um deles requer um tipo de emoção e sentimento. É lógico que diante das perdas de vidas (próximas ou não) de uma forma tão dramática como a que vivemos, não há como não ficar triste indignado e até revoltado, mas a vida não é só isso”, destaca Pereira, doutor em Psicologia pela UNB. Ele completa:

“Felizmente, a vida segue e cada um de nós tem pais, filhos, namoradas, namorados, maridos, esposas, amigos, casa, trabalho, etc. ou seja, uma vida para cuidar, então é preciso estarmos aptos a desfrutar das situações de felicidade. A infelicidade que a pandemia nos trouxe não pode contaminar as outras coisas boas da nossa vida, portanto, o Dia Internacional da Felicidade é um dia para celebrar sim!”

No entanto, diante da realidade posta, não é aconselhável negar as emoções negativas, explica o professor. “As grandes catástrofes nos impõem medo, insegurança e incerteza, e isso é normal, quem não sentir isso está meio fora da curva. Não é recomendável renegar as emoções ditas negativas, devemos abraçá-las e nos engajarmos para transformá-las em vivências significativas! Aquele tipo de atitude que melhora o nosso modo de lidar com elas.

Uma dica é não ficar parado, estacionado na tristeza. Mova-se, comece com pouco, mas faça o melhor com o que você tem!”

Nesta sexta-feira (19) a ONU divulgou o Relatório Mundial de Felicidade no qual o  Brasil ocupa agora o 41º lugar, 9 posições abaixo do ranking de 2020. A nota atribuída ao Brasil, baseada em dados de 2020, é de 6,110. Essa é a menor média para o país desde 2005, quando o instituto de pesquisas começou sua avaliação.

O relatório também apontou que a infelicidade aumentou no mundo todo, tendo havido maior insegurança econômica, ansiedade, perturbação de todos os aspectos da vida e, para muitas pessoas, estresse e desafios para a saúde física e mental. “O pior efeito da pandemia foram 2 milhões de mortes por covid-19 em 2020. Um aumento de quase 4% no número anual de mortes em todo o mundo representa uma grave perda de bem-estar social”, afirma o documento.  

O relatório é feito anualmente para analisar a percepção do sentimento em 153 países. A Finlândia é o país mais feliz do mundo, pelo quarto ano consecutivo.

História do Dia da Felicidade

A Assembleia Geral das Nações Unidas na sua resolução 66/281 de 12 de julho de 2012 proclamou 20 de março o Dia Internacional da Felicidade, reconhecendo a relevância da felicidade e do bem-estar como objetivos e aspirações universais na vida dos seres humanos em todo o mundo e a importância de seu reconhecimento nos objetivos de política pública. Também reconheceu a necessidade de uma abordagem mais inclusiva, equitativa e equilibrada para o crescimento econômico que promova o desenvolvimento sustentável, a erradicação da pobreza, a felicidade e o bem-estar de todos os povos.

A resolução foi iniciada pelo Butão, um país que reconheceu o valor da felicidade nacional sobre a renda nacional desde o início dos anos 1970 e adotou a meta de felicidade nacional bruta sobre o produto interno bruto. Também sediou uma Reunião de Alto Nível sobre "Felicidade e Bem-estar: Definindo um Novo Paradigma Econômico" durante a sexagésima sexta sessão da Assembleia Geral.





*com informações da Agência Brasil