Caso Henry Borel: Exames descartam morte por acidente

A morte do menino Henry Borel, de 4 anos, ainda é um mistério para a polícia do Rio de Janeiro. Mas algumas incógnitas começam a ser esclarecidas. O que se sabe até o momento é que o garoto não morreu em um acidente doméstico. Especialistas descartaram esta possibilidade no laudo cadavérico produzido pelo Instituto Médico Legal (IML).

De acordo com o perito Nelson Massini, o mais provável é que a criança tenha recebido golpes, como socos e pontapés, sido atingida por instrumentos contundentes, como porretes ou tábuas, ou arremessada contra uma parede ou o chão.

O também perito legista Talvane de Moraes concorda com o colega de profissão e reitera que as marcas e os danos nos órgãos internos da criança revelam algo além de um simples acidente doméstico. “Ferimentos por ações contundentes são resultado de objetos que agem sobre o organismo utilizando força intensa. Acho pouco provável que, neste caso, tenha sido algum acidente doméstico, como a queda de uma cama. As lesões de fígado, rim, pulmão e cérebro foram provocadas por força muito potente, como socos e pontapés, ou por um empurrão contra alvo fixo”, esclareceu.

O caso está sendo apurado pela 16ª DP (Barra da Tijuca), onde o pai do menino Henry Borel Medeiros contou que “ouvia por diversas vezes do filho que ele não queria voltar para casa e preferia ficar com ele ou a avó materna”. 

Leniel disse que há cerca de um mês, a criança falou que o padrasto – o médico e vereador do Rio Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade) – o abraçava “muito apertado” e que o menino não gostava.

O vereador ainda não se pronunciou sobre o caso.

O caso


O menino Henry Borel Medeiros morreu no último dia 8 de março, em um hospital da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Segundo Leniel Borel, ele e o filho passaram um fim de semana normal. Por volta das 19h do domingo (7), o pai o levou de volta para a casa da mãe, Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida, que mora com o médico e vereador do Rio Dr. Jairinho.

Ainda segundo o pai de Henry, por volta das 4h30 de segunda, ele recebeu uma ligação de Monique falando que estava levando o filho para o hospital, porque o menino apresentava dificuldades para respirar.

Leniel afirma que viu os médicos tentando reanimar o pequeno Henry, sem sucesso. O menino morreu às 5h42, segundo boletim de ocorrência registrado pelo pai da criança.