Proposta de currículo encoraja estudantes a cultuarem deuses astecas de sacrifício humano nos EUA

Uma polêmica nova proposta de currículo de estudos étnicos que está sendo considerada pelo Departamento de Educação do estado da California, nos Estados Unidos, encoraja os professores a liderar os estudantes em cantos para deuses astecas. De acordo com opositores, a medida seria uma clara afronta ao Deus cristão.

O diretor do Centro para Riqueza e Pobreza do 'Instituto Discovery', Cristopher Rufo, afirmou na última semana que o currículo proposto “eleva o simbolismo religioso asteca”:

“O currículo recomenda que professores liderem seus estudantes em uma série de canções indígenas e afirmações, incluindo uma que aparentemente é direcionada aos deuses astecas” – escreveu Rufo em uma coluna. Os astecas formaram um grande império entre os séculos XV e XVI onde hoje é o México, eram politeístas e tinham o sacrifício humano a deuses como elemento religioso.

“Durante o ritual, os estudantes cantariam para o deus Tezkatlipoka – para quem os astecas tradicionalmente ofereciam o sacrifício humano e o canibalismo – pedindo força para serem ‘guerreiros’ pela ‘justiça social’” – descreveu Rufo. De acordo com o especialista, a clara implicação dos cantos seria a “substituição do Deus cristão”.

A proposta de currículo escolar é baseada no livro ‘Repensando os Estudos Étnicos’, que, segundo Rufo, “defende que os Estados Unidos foram fundados sob um paradigma supremacista branco eurocêntrico (racista, contra os negros, contra os indígenas), capitalista, patriarcal (sexista e misógino), heteronormativo (homofóbico) e antropocêntrico”.

O Departamento de Educação da Califórnia deve votar o novo currículo ainda nesta semana.