Homem investigado pela PF por disseminar ódio contra judeus se diz pastor

Policiais federais cumprem hoje (12) dois mandados de busca e apreensão contra um suspeito de cometer crime de racismo contra judeus. O alvo da operação Shalom é investigado no Rio de Janeiro por divulgar vídeos na internet em que defende um novo holocausto (genocídio de judeus e outras minorias étnicas durante a Segunda Guerra Mundial).

No vídeo, Tupirani da Hora Lores, identificado como pastor da Igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo, no bairro do Santo Cristo, também alimenta o ódio e a intolerância racial. Segundo a Polícia Federal, ele já tinha sido preso e condenado pela prática e incitação à discriminação religiosa.

Na época, o vídeo causou uma comoção internacional, de várias organizações judaicas. Jornais de Israel repercutiram a fala do pastor e uma organização social chamada Sinagoga Sem Fronteiras entrou com a denúncia na Polícia Federal.

Tupirani foi o primeiro condenado no Brasil por intolerância religiosa, em 2008. Em 2012, ele e alguns discípulos da igreja foram presos por intolerância religiosa, por comportamentos homofóbicos, xenófobos e racistas.

A ação é comandada pela Delegacia de Crimes Cibernéticos, pois os vídeos da igreja sempre são postados nas redes sociais.

O suspeito responderá pela prática, induzimento ou incitação à discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, quando cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza.

Os mandados foram expedidos pela 8ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e o crime prevê pena de até cinco anos de prisão, além de multa.