Estado americano decide banir atletas transgênero dos esportes femininos

O governador do estado do Mississippi, no sudeste dos Estados Unidos (EUA), assinou uma lei para banir atletas transgênero das competições esportivas por times femininos.

O Mississippi é o primeiro estado dos EUA a editar uma regra desse tipo, depois que um tribunal federal estadunidense impediu uma lei semelhante do estado do Idaho no último ano. A regra deve entrar em vigor no dia 1º de julho, mas até lá pode ser contestada judicialmente.

Outros 20 estados dos EUA estão debatendo restrições nos esportes ou tratamentos de confirmação de gênero neste ano, enquanto que o presidente estadunidense Joe Biden assinou uma ordem executiva impedindo a “discriminação” baseada em identidade de gênero inclusive nos esportes escolares, no dia 20 de janeiro, primeiro dia de mandato do democrata.

O governador do Mississippi, Tate Reeves, que tem três filhas praticantes de esportes, afirmou no último dia 4 de março, em seu Twitter, que a lei vai “proteger jovens meninas que são forçadas a competir com meninos biológicos por oportunidades esportivas”:

“É louco que nós tenhamos que tratar disso, mas a ordem executiva de Biden forçou essa questão. Adultos? Isso é com eles. Mas incentivar crianças a adotarem o transgenerismo é simplesmente errado” – publicou Reeves.

A lei foi aprovada na Câmara dos Representantes do Mississippi no dia 3 de março, quando os defensores da regra afirmaram que meninas transgênero, por terem nascido meninos, são naturalmente mais fortes fisicamente, mais rápidas e maiores do que as nascidas meninas.