Grupos cristãos do Reino Unido pedem o banimento de patrocínios de empresas de apostas a esportes

Diversos grupos cristãos do Reino Unido estão se unindo para pressionar o governo a banir o patrocínio de empresas de apostas a eventos e agremiações esportivas. Atualmente, muitos times de futebol da liga inglesa estampam algumas dessas marcas em sua camisa.

A campanha “Stop Betting Ads” (Pare os anúncios de apostas) quer que o governo britânico se atente aos riscos que as apostas e o mercado relacionado às apostas oferecem às comunidades pelo país. Entre os grupos por trás da campanha estão a Aliança Evangélica, o Share Jesus International e a Igreja da Inglaterra, que estão convidando os cristãos a darem coro às demandas.

De acordo com números coletados pela campanha, quase 1 a cada 5 pessoas com problemas com o jogo já consideraram o suicídio, o que representa uma proporção oito vezes maior do que a população em geral. Andy Frost, diretor do Share Jesus International e um dos fundadores do movimento, defendeu que a legislação do Reino Unido seja alterada:

“Os anúncios de apostas apresentam o jogo como uma diversão inofensiva, enquanto vidas foram destruídas e futuros foram comprometidos. O impacto desse vício é imenso, e a legislação precisa se colocar na frente e prevenir que mais vidas sejam perdidas” – defendeu Frost.

As regras de anúncios de apostas foram quase completamente desreguladas no Reino Unido em 2005, quando a lei abriu as portas para o crescimento da disponibilidade das oportunidades de jogo. Atualmente, quase três quartos dos times de futebol das duas primeiras divisões da Inglaterra possuem algum patrocinador do mercado de apostas, seja estampando sua camisa ou até mesmo dando nome a seu estádio.

Até o fim deste mês de março, o governo britânico está revendo a legislação sobre o tema, o que trouxe esperança para os idealizadores da campanha pelo fim dos anúncios de apostas:

“Essa revisão é a primeira que o governo faz às leis de apostas em mais de 15 anos. É uma oportunidade vital para termos nossas vozes ouvidas. Nós queremos que o jogo seja regulado de uma forma que proteja nossos jovens e nosso público mais vulnerável. Tendo uma abordagem mais dura às práticas do mercado e aos anúncios o governo pode mostrar que levam isso a sério” – explicou Danny Webster, chefe jurídico da Aliança Evangélica.