Corte dos EUA apoia ação de estudante cristão que foi impedido de pregar em universidade

A Suprema Corte dos Estados Unidos (EUA) decidiu dar continuidade na ação de um estudante nigeriano contra a universidade pública Georgia Gwinnett, que o havia proibido de pregar e distribuir literatura cristã pelo campus. Tribunais inferiores haviam impedido o caso de seguir seu curso porque o jovem não pedia muito dinheiro como indenização.

O estudante Chike Uzuegbunam se converteu ao cristianismo durante sua graduação e, a partir de então, decidiu compartilhar a Palavra de Cristo com seus colegas de universidade, mas foi impedido. Chike, então, processou a Georgia Gwinnett e conseguiu que a universidade mudasse sua política. Mesmo assim, o jovem gostaria que o caso fosse até o fim na justiça para servir como reforço à liberdade de expressão e religiosa.

No entanto, a humildade do rapaz parece ter sido um problema para os tribunais inferiores do estado da Georgia, que entenderam que o pedido de indenização de apenas 1 dólar por danos morais não deveria ser julgado. No entanto, para oitos dos nove juízes da Suprema Corte dos EUA a ação deve ser analisada. O único voto contrário foi do juiz John Roberts, que acusou o tribunal de estar atuando como uma “coluna de conselhos”.

Para Kristen Waggoner, advogada de Chike Uzuegbunam e membro da Aliança pela Defesa da Liberdade, a decisão deve ser comemorada:

“A Suprema Corte afirmou corretamente que os oficiais de governo [que geriam a faculdade] devem responder pelos danos que causaram. Quando oficiais públicos violam direitos constitucionais, isso causa sérios prejuízos para as vítimas. Nós ficamos felizes que a Suprema Corte tenha ficado do lado da justiça por essas vítimas” – afirmou Kristen.

“Grupos que representam pontos de vistas ideológicos diversos apoiaram nosso caso porque a ameaça à liberdade protegida pela constituição não termina com os direitos de expressão ou um campus universitário” – afirmou a advogada.