Pastor acusado de promover culto com aglomeração diz que seguiu medidas de distanciamento

O pastor Leonardo Salles, responsável pelo culto realizado na noite desta quarta-feira (03) na quadra da escola de samba Grande Rio, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, disse que o evento seguiu todas as medidas de distanciamento para não haver aglomeração de pessoas. Hoje (04) pela manhã imagens do culto promovido pela Igreja Pentecostal Templo dos Milagres foram parar em programas da Rede Globo, como o "Mais Você", com acusações de aglomeração. Rapidamente as imagens foram replicadas por outros veículos da grande mídia.

“Disponibilizamos álcool em gel e exigimos que os fiéis comparecessem com a utilização de máscara”, disse o pastor.

Nas redes sociais, muitos usuários também questionaram o fato de uma igreja evangélica realizar um culto em uma quadra de samba.

Em nota, a Grande Rio disse que tem como diretriz ceder a sua quadra para eventos religiosos, sociais e culturais.

Decreto garante atividades religiosas


Atividades religiosas são consideradas essenciais por lei no estado do Rio de Janeiro. O projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa (Alerj) e sancionado pelo governador em exercício, Cláudio Castro, foi publicado no Diário Oficial do estado em 18 de setembro de 2020.

A Lei 9.012/2020 assegura o livre exercício de culto nos templos e fora deles, mesmo em situações de calamidade pública, emergência e pandemia.

O texto também deixa claro que devem ser respeitados todos os protocolos das autoridades sanitárias (municipais, estaduais e nacionais) e que é preciso adotar as medidas necessárias para evitar aglomerações. Essa lei tem validade no âmbito de todo o estado do Rio de Janeiro.