Muito comentado durante a campanha presidencial de 2018, o chamado “kit gay” voltou a ser tema de debate, pelo menos entre o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), e a jornalista Mônica Bergamo.





Crivella concedeu entrevista, na última quarta-feira (22), ao programa “Ponto a Ponto”, da BandNews, apresentado por Mônica e Antonio Lavareda. O prefeito tocou no controverso assunto do “kit gay” que, segundo a velha imprensa brasileira, não passa de uma teoria da conspiração. Mas foi questionado pela jornalista:





“Não existiu um kit gay. Não existiu uma política deliberada de se lançar um kit gay nas escolas. Isso nunca foi feito. Essa confusão não gera problemas?”





Prontamente, Crivella desmentiu Mônica Bergamo.





“Houve sim o kit gay. Eu era vice-líder do governo, tive diversas reuniões com [Fernando] Haddad. Isso fez parte do programa nacional de educação que tinha que ser votado nos municípios.”





Na entrevista, Crivella diz que “A intenção não era só de quebrar o preconceito não, era de certa forma incentivar que isso entrasse na pauta, que fosse discutido que não existe menino, não existe menina, que isso é uma formação cultural e, que pra você saber se você é ou não é, você precisa experimentar.”





Crivella denunciou que algumas escolas chegaram a realizar "casamentos" de menino com menino e menina com menina durante os festejos juninos.





Na época mencionada por Crivella na entrevista, o ministro da Educação era Fernando Haddad, candidato derrotado do PT na última eleição presidencial.