Brasileiro diz ter sido alvo de intolerância religiosa no futebol albanês

Durante os seis meses em que atuou no Shkumbini Peqin, da segunda divisão local, o meia-atacante brasileiro Adalto Silva, de 22 anos, diz que foi alvo de diversos episódios de xenofobia, conviveu com ataques racistas e, principalmente, acostumou-se com a intolerância religiosa.

Segundo o jogador, sempre que a partida do seu time era transmitida pela televisão, havia um dirigente que lhe avisava para não fazer o sinal da cruz em campo e nem comemorar gol apontando os dedos para o céu. A orientação era para que Adalto evitasse esses gestos para o seu próprio bem e segurança.

No país onde 55% dos quase 3 milhões de habitantes seguem o islamismo, o atleta tinha que ouvir nas ruas expressões do tipo “brasileiro cristão”, quase sempre acompanhadas de um xingamento.

Os difíceis momentos abreviaram sua permanência na Albânia. No começo do ano passado, o jogador mudou-se para a Alemanha para jogar na sexta divisão de lá (o que acabou não acontecendo por causa da pandemia da Covid-19). 

De volta ao Brasil há um ano, Adalto jogou no segundo semestre a Série B do Campeonato Paraense pelo Tiradentes. Agora, negocia com um clube de Rondônia para disputar o Estadual.