Sobrevivente da queda de avião da Chapecoense escapa de outro acidente e reconhece cuidado de Deus

O boliviano Erwin Tumiri, um dos seis sobreviventes do acidente aéreo da Chapecoense em 2016, mais uma vez disse “oi” à morte. Nesta terça-feira (02), o técnico de tripulação estava no ônibus que capotou em uma rodovia próxima à cidade de Ivirgarzama. O veículo despencou de um barranco de 150 metros. Vinte e uma pessoas morreram. Erwin, porém, teve apenas uma lesão no joelho e arranhões, de acordo com familiares.

"Eu agarrei o assento e inclinei-me para trás", disse Tumiri a Red Uno ao descrever o acidente na clínica onde está se recuperando. "Mais uma vez, não posso acreditar", foi a frase que Tumiri disse ter pensado ao emergir do acidente de ontem. "Sinto-me muito abençoado", acrescentou.

Ele foi questionado sobre como se sentiu desta vez sobre o acidente de LaMia. “O que eu sempre faço, digamos, mesmo nessa hora, é que me entrego a Deus e nada vai acontecer comigo, nada vai acontecer comigo”, disse.

Uma irmã do sobrevivente reconheceu o cuidado de Deus. “Ele está estável, graças a Deus, mais uma vez foi salvo. Eu conversei com ele e ele disse que está bem. É com a força do Senhor, ele sempre cuida de nós e tem seu tempo - contou Lucia Tumiri, irmã de Erwin, em entrevista ao jornal Los Tiempos.



Na queda do avião da Chapecoense que comoveu o mundo do esporte em 2016, 71 pessoas morreram no acidente que levava a delegação do time catarinense para a disputa do jogo de ida da final da Copa Sul-Americana daquele ano, na Colômbia.