Combate à linha chilena e ao cerol Começou a funcionar nesta segunda-feira (29) o Disque Linha Chilena/Cerol (0800 285 2121) criado pela Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal do Rio para receber denúncias sobre comercialização e uso dos produtos, proibidos por lei. A ligação pode ser anônima e s casos serão encaminhados aos órgãos responsáveis pelo combate a esse tipo de crime, como a Polícia Civil. O atendimento é das 10h às 17h.

O cerol é feito da mistura de cola de sapateiro com vidro moído aplicada em linhas de pipa. Já a linha chilena, tem quartzo moído e óxido de alumínio e tem poder cortante muito maior que o cerol. Os ferimentos causados por esses materiais podem levar a amputação e até a morte.

A Lei 5.414, de maio de 2012, proíbe a comercialização e uso no município da linha chilena.
Segundo dados da Associação Brasileira de Motociclistas (Abram), no Brasil são mais de 100 acidentes por ano, sendo que 50% causam ferimentos graves, e 25% fatais.

Para burlar a fiscalização, em alguns casos os primeiros metros do rolo desse tipo de linha não possuem o produto. Essas linhas são de fácil identificação, pois são comercializadas em rolos grandes e nas cores azul, rosa e vermelho. Para agravar a situação, essas podem ser compradas facilmente pela internet e sem nenhum tipo de informação ao risco que causa à população.

A lei municipal determina que o infrator, se for pessoa jurídica, poderá sofrer sanções que vão desde o pagamento de multa no valor de R$ 2 mil - que aumenta em 50 vezes esse montante em caso de reincidência -, até o fechamento do estabelecimento. No caso da comercialização da linha chinela em feiras livres ou camelódromo, o proprietário poderá ter sua permissão de funcionamento cassada.