Agência cristã de adoção de crianças gera polêmica ao estender serviço a pais LGBT

Uma das maiores agência de adoção de crianças dos Estados Unidos (EUA), a Bethany Christian Services, anunciou nesta segunda-feira (1º) que vai estender o serviço a pais do mesmo sexo. A decisão gerou polêmica e levou à reação de líderes cristãos estadunidenses.

Nathan Bult, vice-presidente sênior da Bethany, agência historicamente evangélica, disse que a fé em Jesus segue sendo fundamental em sua missão, e que eles “não estão tomando uma posição nas questões das doutrinais com as quais os cristãos possam discordar”:

“Nós entendemos que as discussões sobre doutrina são importantes, mas nossa principal função é determinar se uma família pode prover um ambiente seguro e estável para as crianças. Diferente da maioria das organizações, a Bethany se compromete a unir forças com igrejas para encontrar o maior número possível de famílias para crianças vulneráveis, e nós buscamos entregar as crianças para famílias que compartilham nossa missão” – alegou Nathan.

Já para o líder batista Al Mohler, escolher abrir os serviços para casais LGBT é “ir ao encontro das demandas dos revolucionários morais”:

“Os revolucionários morais estão exigindo que todos os indivíduos nessa sociedade, todas as instituições, escolas, denominações religiosas, todas as agências de adoção se curvem. Nesse caso, isso significa se render às demandas da comunidade LGBT” – afirmou.

De acordo com informações do ‘New York Times’, a decisão dos diretores da Bethany seria uma adequação às exigências de diverso estados dos EUA para que as agências de adoção permitam a adoção por pais LGBT, sob ameaça de perderem os contratos.

Jim Daly, presidente de uma organização de proteção da família, condenou a perseguição:

“A Bethany Christian Services não deveria ter que escolher entre seguir suas convicções religiosas ou servir crianças e famílias. Nenhum governo deveria dizer para qualquer ministério como administrar seu ministério, ainda mais violar profundamente princípios bíblicos” – afirmou.