Após pressão, governo de SP publica decreto que considera atividades religiosas como essenciais

Após receber duras críticas, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), decidiu incluir as atividades religiosas na lista de serviços essenciais durante a pandemia do coronavírus. Assim como os demais serviços, os templos religiosos deverão respeitar as determinações da Vigilância Sanitária e os protocolos da Secretaria da Saúde. O decreto que virou lei foi assinado por Doria ontem e publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (02).

Nas redes sociais, o pastor Silas Malafaia que havia criticado severamente a decisão inicial de Doria de fechar os templos religiosos, se mostrou satisfeito com a mudança.

"Parabéns, governador Doria! Temos discordâncias políticas. Reconhecer as religiões como atividade essencial, você acertou! As religiões têm um papel terapêutico insubstituível em tempo de pandemia e calamidades. Deus livre o Brasil dessa praga”, publicou o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.

“Entendo que a oração ajuda muito você a aumentar sua resiliência, sua resistência e esperança em relação ao futuro”, justificou Doria.

A fase vermelha do Plano São Paulo, no entanto, já permitia a realização de cultos e missas, desde que respeitado os protocolos de distanciamento social, uso de máscaras e aferição da temperatura.