Ativista pró-vida condena cultura “antimulher” que incentiva o aborto

A ativista Emily Berning, diretora da ONG pró-vida ‘Let Them Live’ (Deixe-os Viver), condenou a cultura “antimulher” que tem levado as mulheres a acreditarem que ter um filho as impede de alcançar os objetivos de vida e carreira. A fala foi feita em um painel da Conferência de Ação Política Conservadora, no último sábado (27), no estado da Flórida, sudeste dos Estados Unidos.

Perguntada sobre o que dizer para mães que querem abortar por estarem em uma situação financeira difícil, são muito jovens ou não estão em um relacionamento, Berning lembrou que “as circunstâncias são temporárias e o aborto é permanente”. Ela ressaltou que “a cultura antimulher diz que você não pode ter um bebê, que não pode fazer nada, que tem que matar seu bebê para ser bem sucedida”. “É isso que a cultura está dizendo para as mulheres e nós temos que nos opor a isso”, ressaltou a ativista.

Emily Berning também abordou uma afirmação da atriz Michelle Williams, que disse que não teria uma carreira de sucesso se não tivesse feito um aborto na juventude:

“Não é uma coisa ou outra. Por que nossa sociedade diz que precisa ser uma coisa ou outra? Você ter que escolher por educação ou ter um filho, ter que escolher entre pagar o aluguel ou ter um filho. Não precisa ser uma situação de um ou outro. Mulheres são fortes o suficiente para fazerem o que quiserem na vida e terem filhos” – afirmou a diretora do ‘Let Them Live’.

O painel ‘Perguntas difíceis para casos difíceis: como defender a vida’ também teve a participação de Alison Centofante, diretora de relações externas do grupo estadunidense pró-vida ‘Live Action’. Para ela, os debates sobre legalização do aborto nos Estados Unidos são fomentados porque o governo gasta dinheiro com programas de incentivo:

“Tire o dinheiro deles e vocês verão os movimentos pró-vida assumindo o protagonismo para cuidar dessas mulheres e a indústria do aborto falindo. Acontece que nós estamos fazendo isso com nosso próprio dinheiro” – disse Centofante.