Aulas presenciais são parcialmente retomadas nas escolas estaduais do Rio

As aulas na rede estadual de ensino do Rio de Janeiro foram retomadas nesta segunda-feira (1o de março. Setenta mil estudantes voltam às atividades presenciais, o que representa cerca de 10% do total de alunos matriculados.

Neste primeiro momento, a maioria ainda vai acompanhar o conteúdo pela internet. A Seeduc informou que vão continuar apenas em atividades remotas todos os professores e funcionários que se autodeclararam com comorbidades no fim do ano passado ou apresentaram laudo médico este ano.

Os alunos que voltam ao modo presencial fazem parte do quadro de vulnerabilidade social – ou seja, eles têm pouco ou nenhum acesso à internet.

Foi estabelecido um esquema de revezamento para impedir a aglomeração dentro das salas de aula. Os alunos poderão utilizar a internet das escolas para acessar o material disponibilizado pela Secretaria Estadual de Educação.

As escolas da região metropolitana, onde o fluxo de pessoas é maior, devem funcionar das 10h às 15h para evitar que os alunos usem o transporte público nos horários de pico. Vale lembrar que a volta é facultativa. Quem seguir apenas pelo ensino remoto receberá os conteúdos por meio do aplicativo Applique-se.

Mesmo nos municípios em que não haverá aulas presenciais, a entrega dos kits de alimentação segue mantida, com agendamento direto com as direções das escolas.

Adaptação

Os colégios tiveram as salas adequadas para garantir o distanciamento social, ganharam dispensers com álcool em gel 70% e tapetes sanitizantes nas áreas de uso comum. O governo do Rio de Janeiro informou que foram adquiridas máscaras para servidores e alunos, além de luvas e face shield para os profissionais de educação.

A categoria segue em greve, com a defesa das atividades apenas pela internet devido ao temor do contágio pelo novo coronavírus enquanto a vacinação não é garantida à comunidade escolar. Segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe-RJ), um buzinaço foi marcado para a próxima sexta-feira (5), em frente à Secretaria de Estado da Educação (Seeduc). Já no dia 18, os trabalhadores têm uma assembleia.