“Noiva do Estado Islâmico” diz que se arrepende, mas é proibida de voltar para o Reino Unido

A Suprema Corte do Reino Unido decidiu nesta sexta-feira (26) que Shamina Begum, conhecida como “noiva do ISIS” (Estado Islâmico), está proibida de entrar no país. Arrependida de ter se juntado ao grupo terrorista, ela quer recuperar a cidadania britânica.

No ano passado, a Corte de Apelação do Reino Unido havia permitido a entrada de Shamina no país para dar continuidade a seu caso porque teria o direito de ser ouvida. Shamina se juntou ao ISIS na Síria em 2015, aos 15 anos, e perdeu a cidadania britânica. Depois de ver seus três filhos morrerem, a jovem foi descoberta em um campo de refugiados no país do Oriente Médio e agora afirma que se arrependeu e quer voltar para casa.

No entanto, a Suprema Corte britânica entendeu que não era válida a alegação da Corte de Apelação, pois o direito de Shamina ser ouvida não poderia prevalecer sobre outros direitos. “O direito de ser ouvido não pode ultrapassar outras considerações, tais como a segurança pública”, afirmou Lorde Robert Reed, presidente da Suprema Corte.

Lorde Robert Reed acrescentou em sua decisão que o caso de Shamina contra a revogação de sua nacionalidade deve ser “adiado” até que ela possa participar do julgamento sem que “a segurança pública seja comprometida”. Diante do fato de que a jovem está bem distante, em um campo sírio de refugiados, no entanto, Reed reconheceu que “essa não é uma solução perfeita, já que se sabe que pode passar muito tempo até que isso seja possível”.


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