Advogados Conservadores criam canal para receber denúncias de conteúdos ofensivos a Bolsonaro Pessoas que fazem parte do chamado “ódio do bem” frequentemente têm feito publicações consideradas ofensivas ao Presidente da República, Jair Bolsonaro. É para acabar com esse tipo de crime contra a autoridade máxima do país que a Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil (OACB)  criou um canal para receber denúncias contra este tipo de postagens.

Pelo Instagram, a organização garantiu que irá ingressar com ações judiciais contra todos os autores das mensagens.

“Se você receber ou deparar com vídeos, fotos ou qualquer outro tipo de pastagem ofensiva ao presidente Jair Bolsonaro, sua família e membros do seu governo, seja por parte de políticos, artistas, professores ou qualquer um do povo, envie o material para o e-mail secretariageral@oacb.org.br”, diz a publicação.

Segundo a OACB, os autores das denúncias terão seu anonimato garantido.

“Sua privacidade será preservada. VAMOS PROCESSAR TODOS. Nossa equipe de advogados providenciará o devido encaminhamento da NOTÍCIA CRIME e demais petições aos canais competentes. Vamos derrotar o mal”, afirma o texto.

Arte ou incitação à violência?

Em dezembro de 2020, o vereador Carlos Bolsonaro afirmou que o artista carioca Diadorim teria cometido o crime de ameaça e incitação de crime contra o presidente com base nos artigos 287 do Código Penal e 21 da Lei 7170/83.

O parlamentar se referia uma montagem feita por Diadorim que exibe uma representação da cabeça de Bolsonaro nas mãos de uma drag queen.

A fotografia contestada pelo vereador foi compartilhada em um perfil privado e com a legenda “O Brasil que eu quero”.

Uma investigação chegou a ser aberta em dezembro de 2020 na 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada. Mas dois meses depois, a “conclusão do inquérito policial foi encaminhada ao Ministério Público para que denuncie ou solicite o arquivamento do procedimento investigatório”.

Nas redes sociais, apoiadores de Bolsonaro têm questionado porquê o deputado Daniel Silveira foi preso acusado de ofender o Supremo Tribunal Federal, enquanto agressores de Bolsonaro não são punidos.