Pastor considera exagero afastamento de padre que o incluiu na O padre José Carlos Pedrini era responsável pela Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no bairro Colônia, em Jundiaí/SP, onde na quarta-feira (17) ocorreu a “Missa das Cinzas”. Foi ele quem fez o convite ao pastor Francisco Leite. Pedrini foi afastado pela diocese de Jundiaí logo após a repercussão do caso.

O pastor considerou o fato "desproporcional". "Eu dei a saudação, falei sobre a campanha da fraternidade ecumênica e fui muito bem acolhido. Depois disso, surgiu algo que a gente entende ser desproporcional, mas não quero me aprofundar sobre o assunto", diz.

Francisco Leite informou que participou como representante de sua igreja da organização da 5ª Campanha da Fraternidade, realizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pelas igrejas que fazem parte do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil.

O fato que o pastor não quis se aprofundar foi sobre sua ação de comungar, prática realizada somente por católicos. O momento foi gravado e o vídeo viralizou nas redes sociais.

Em uma nota publicada na quinta-feira (18) na página da diocese, o bispo diocesano Dom Vicente Costa, responsável pela Igreja Católica em Jundiaí, afirmou que não tinha conhecimento sobre o assunto e que não havia dado seu consentimento para que o pastor evangélico celebrasse a missa.

"Lamento por tudo isso. A Igreja Presbiteriana Unida de Jundiaí, na qual sou pastor, é uma igreja ecumênica por natureza. Nós pregamos a mensagem do ecumenismo, o respeito e a tolerância", disse o pastor.