Teólogas feministas da Holanda querem derrubar “imagem patriarcal” de Deus com mudanças na Bíblia A nova tradução holandesa da Bíblia (Nieuwe Bijbelvertaling – NVB) foi produzida para agradar à agenda LGBT e esquerdista, mas acabou recebendo duras críticas de um grupo de cristãs feministas que considera que Deus não deve ser chamado de “Ele”, mas de “ele”, com letra minúscula. Para elas a letra maiúscula simboliza uma “imagem patriarcal de Deus”, segundo reportagem do jornal Trouw.

Em 2004, o país chegou a lançar uma versão do Livro Sagrado em que as referências a Deus, como ‘Ele’, já não eram mais maiúsculas. Mas esta nova versão revisada, a NBV21, retomou o uso de maiúsculas.

A editora da nova Bíblia NBV21 afirmou que a versão atual difere da anterior em 12.000 pontos. Os tradutores usaram mais de 3.500 respostas de leitores da Bíblia e, em parte como resultado, chegaram às 12.000 alterações. Por exemplo, a palavra “esmola” foi alterada para “um presente de misericórdia”. 

O Sínodo Ecumênico de Mulheres e um departamento holandês de uma rede europeia de mulheres pesquisadoras religiosas enviaram uma carta sobre a questão do uso da letra maiúscula nas referências a Deus como ‘Ele’ à Sociedade Bíblica Holandesa, que publica a tradução da Bíblia. Segundo as signatárias da carta, a utilização da letra maiúscula como respeito a Deus é um “tapa na cara” das mulheres.

“A reintrodução de ‘Ele’ fortalece uma imagem patriarcal de Deus”, dizem elas. “E enfatiza a masculinidade do ser supremo”.