Bolsonaro diz que presidente da Petrobras ganhava mais de R$ 50 mil para trabalhar em casa

Ainda no cargo de presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, recebeu hoje (22) duras críticas do presidente Jair Bolsonaro. Em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, o mandatário disse que Castello Branco está há 11 meses sem trabalhar. Bolsonaro escolheu o general Joaquim Silva e Luna, atual presidente da Itaipu Binacional, para assumir a estatal a partir de março.



“O atual presidente da Petrobras está onze meses em casa, sem trabalhar. Trabalha de forma remota (home office). Agora, o chefe tem que estar à frente, bem como os diretores. Para mim isso é inadmissível. Descobri isso em poucas semanas. Imagine o presidente (da República) em casa com medo da Covid-19, ficando o tempo todo aqui no Alvorada, não justifica isso daí. Inclusive o ritmo de trabalho de muitos servidores lá está diferenciado. Ninguém quer perseguir servidores, muito pelo contrário”, disse Bolsonaro.



O presidente também questionou o salário de Castello Branco: “Alguém sabe quanto ganha o presidente da Petrobras? Alguém tem ideia? Chuta bem alto”, disse aos simpatizantes. Depois de um apoiador dizer 50 mil reais, Bolsonaro respondeu: “50 mil por semana? É bem mais que isso por semana. Não quero que ganhe dez mil por mês também não, tem que ser uma pessoa qualificada. Mas não ter esse tipo de política salarial lá dentro para ficar trabalhando em casa. Pode até estar fazendo um bom trabalho de casa, mas para mim não justifica essa ausência da empresa”, afirmou.



O futuro presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, estava à frente da Itaipu Binacional há dois anos. Segundo Bolsonaro, o general saneou toda a empresa.



“Só no ano passado fez um investimento de 2,5 bilhões de reais em obras. Entre essas obras, duas pontes para o Paraguai. A extensão da pista (do aeroporto) de Foz Iguaçu, que vai começar a receber voos internacionais. Bem como atendeu mais de vinte municípios com as mais variadas obras. Isso não é eficiência?”, indagou.



Bolsonaro também demonstrou desconfiança com a política de preços da Petrobras. “Eu não consigo entender, num prazo de duas semanas, ter um reajuste do diesel em 15%. Não foi essa a variação do dólar lá fora, nem do preço do barril lá fora. Então tem coisa aí que tem que ser explicada”.