Acre: enchentes já são consideradas a pior tragédia do Estado Mais de 120 mil pessoas foram afetadas pelas fortes chuvas que inundam 10 cidades do Acre desde a semana passada. As enchentes já são consideradas uma das situações mais graves da história do estado. O nível de água em alguns rios começou a retroceder, mas a situação de emergência segue desde a última terça-feira (16).

Com as fortes chuvas, cinco rios já ultrapassaram a cota de transbordamento e 6 mil famílias estão desabrigadas. A previsão do tempo chuvoso no estado continua para os próximos dias. 

O governador Gladson Cameli (PP) decretou situação de emergência e colocou um gabinete de crise para lidar com a situação. 

Além das enchentes, o Acre vive um surto de dengue e enfrenta as consequências da pandemia do novo coronavírus. Já são mais de 50 mil casos confirmados de Covid-19 e quase mil mortes. 

Existem ainda conflitos com imigrantes haitianos e de outras nacionalidades na fronteira com o Peru. Na última quinta-feira (18), o município de Assis Brasil decretou estado de calamidade pública devido à dificuldade de abrigar a grande quantidade de imigrantes na cidade após o fechamento da fronteira peruana, por conta da pandemia. Houve conflito entre imigrantes que tentaram forçar a entrada no país vizinho e as Forças Armadas do Peru.

Resposta
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o governador Gladson Cameli pediu paciência à população e disse que o governo estadual está trabalhando junto com o governo federal para atender aos atingidos pelas cheias. “Eu peço que a população tenha paciência. Eu sei que não aguentam mais esperar, estamos com várias situações críticas. O que a gente precisa nesse momento é união”, enfatizou.

O presidente Jair Bolsonaro disse que pretende visitar o estado na próxima quarta-feira (24) em uma mensagem gravada ao lado do senador Marcio Bittar (MDB-AC) e divulgada nas redes pelo parlamentar. “Sabemos dos problemas, estamos agindo e na próxima quarta-feira, se Deus quiser, estaremos lá”, disse o presidente no vídeo.