Boletim Epidemiológico: prefeito Eduardo Paes lamenta mau comportamento de moradores de áreas nobres

A cidade do Rio tem seis Regiões Administrativas (RAs) com risco alto para a Covid-19 e 28 com risco moderado, segundo o boletim epidemiológico da Prefeitura divulgado nesta sexta-feira (19). Apesar disso, a prefeitura decidiu manter toda a cidade no nível de alto risco para a contaminação, principalmente devido à nova variante do coronavírus que circula na cidade. Ao apresentar o boletim, o prefeito Eduardo Paes demonstrou indignação com a população das áreas mais nobres da cidade.

“Reparem que são as áreas mais ricas da cidade que estão com risco alto. Esse quadro é uma demonstração de que há setores da nossa cidade agindo com enorme irresponsabilidade. O sujeito que pega a porcaria do BRT lotado do jeito que está, o trem, tá em risco moderado. Caso todas as pessoas saudáveis do Rio, que vivem nas áreas nobres da cidade, continuem agindo como se a vida fosse uma festa, depois vão infectar alguém do grupo de risco em casa. Não é admissível que nas áreas mais nobres a gente continue com essa irresponsabilidade”, disse o prefeito.

As regiões com pior cenário são Copacabana, Lagoa, Tijuca, Rocinha, Barra da Tijuca e Vila Isabel. No último boletim, publicado no dia 12 de fevereiro, todas as 34 regiões administrativas da cidade estavam destacadas em vermelho no mapa.

Os dados apresentados nesta sexta não dizem respeito ao período do carnaval — que embora com a folia cancelada teve casos de aglomerações e desrespeitos às regras sanitárias em diferentes regiões da cidade. 

O cenário ainda conta com a comprovação de casos das novas cepas de coronavírus provenientes de Manaus e do Reino Unido. De acordo com o prefeito, a circulação de novas variantes mudou os planos da prefeitura, que pretendia nesta fase flexibilizar as restrições.

Vítimas da nova cepa

Durante a divulgação do boletim, a prefeitura do Rio informou que registrou a morte de um paciente infectado com uma das novas variantes do coronavírus. Ele tinha 46 anos, vivia em Manaus, no Amazonas, e havia sido transferido para se tratar no município. 

Com o novo caso, subiu para dois o número de óbitos no Estado do Rio de Janeiro decorrentes da nova cepa, que tem origem na capital do Amazonas e é conhecida como P1. A primeira vítima foi o morador de Belford Roxo Adilson Cardoso de Jesus, de 55 anos, que teria se contaminado em um hospital.

Infectologistas ainda não sabem dizer se esta nova cepa é mais letal. No entanto, já é possível afirmar que ela é mais transmissível.