Hospital do Reino Unido substitui termo “leite materno” por “leite humano” para atender agenda LGBT

Um hospital do Reino Unido decidiu substituir o termo “leite materno” por “leite humano” para “incluir grávidas trans e não binárias”. A mudança de vocabulário foi orientada aos funcionários por meio de uma cartilha.

A medida repercutiu em todo o mundo. De acordo com o documento de 19 páginas publicado pelo Hospital Universitário de Brighton e Sussex, na Inglaterra, os profissionais de saúde da unidade devem adotar o termo “leite humano” em vez de “leite materno”, “pessoa que amamenta” em vez de “mãe leite” e dizer “mulher ou pessoa” sempre que possível.

O novo vocabulário não fica restrito aos funcionários. A “ala de maternidade” também mudou de nome e vai passar a ser chamada de “ala de serviços perinatais”. “Estamos usando conscientemente palavras como ‘mulheres’ e ‘pessoas’ juntas para deixar claro que estamos comprometidos em trabalhar para lidar com as desigualdades de saúde para todos aqueles que usam nossos serviços” – diz um trecho da cartilha.

Pelo Twitter, a direção do hospital explicou que deseja que a nova linguagem seja “inclusiva”, e não “neutra”:

“Queremos que todos que usam nossos serviços se vejam refletidos na linguagem que usamos. Isso significa não apenas mulheres grávidas, mas também grávidas trans e não binárias.” – publicou a direção.

Outras alterações propostas pelo hospital foram a adoção do termo “leite da mãe ou pai que amamenta” e a preferência por “progenitores” em vez de “mães”. Ainda segundo a direção do hospital, a ideia é adotar termos “mais inclusivos sem excluir a linguagem das mulheres ou maternidade”.