Descoberta: afrescos em igreja na Alemanha revelam cenas da vida e decaptação de João Batista Pesquisadores realizaram estudos recentes especializados nas pinturas das paredes da Catedral de Augsburg, na Baviera, Alemanha. O intuito era datá-las e descobrir o que estava representado nelas. O que eles perceberam foi impressionante: elas eram ainda mais antigas do que se supunha.

Entre as décadas de 1930 e 1980, quando os conservadores descobriram inúmeros afrescos sob cal nas paredes da Catedral, eles não faziam ideia da importância do que tinham acabado de encontrar.

As primeiras análises superficiais feitas nas obras sugeriram que elas remontam a por volta de 1065.

Agora, os especialistas responsáveis por limpar e restaurar as pinturas, descobriram que parte das ilustrações mostram duas cenas em específico: uma que revelava a vida de João Batista, e outra que representava sua decapitação, em por volta de 30 d.C.

Para os pesquisadores, isso pode indicar que os afrescos tinham o intuito de mostrar cenas opostas, sendo o começo seu batismo, e, depois, sua morte. 

Birgit Neuhäuser, porta-voz do Escritório do Estado da Baviera para a Proteção do Patrimônio (BSOHP), afirma: “Podemos supor que, no caso de uma importante igreja episcopal, os afrescos teriam sido pintados logo após a construção, logo após...1000.”

Neuhäuser explicou que elas fazem parte da decoração original da igreja, o que explica elas serem tão antigas. Assim, os afrescos se tornaram algumas das mais antigas pinturas medievais do norte da Europa.