OMS aprova uso emergencial da vacina de Oxford; doses serão enviadas ao Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou nesta segunda-feira (15) o uso emergencial da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca. Com a liberação, o Brasil deve receber doses pelo consórcio Covax Facility.

A aprovação colocou duas versões do imunizante na lista de uso emergencial da OMS: a produzida na Coreia do Sul pela própria AstraZeneca-SKBio; e a produzida na Índia pelo Instituto Serum, que já teve 2 milhões de doses aplicadas no Brasil. "Apesar de ambas as empresas estarem produzindo a mesma vacina para a Covid-19, como elas são feitas em plantas de produção diferentes, precisaram de revisões e aprovações diferentes", explicou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom.

A vacina de Oxford/AstraZeneca se junta ao imunizante da Pfizer como únicos aprovados pela OMS. Com isso, elas podem ser distribuídas pelo consórcio Covax Facility a países em desenvolvimento. O Brasil está na lista e vai receber entre 10 e 14 milhões de doses no primeiro semestre, sem a necessidade de nova aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A primeira entrega está prevista para acontecer entre o final deste mês e o início de março.

Diretora-geral assistente da OMS para Medicamentos e Produtos de Saúde, Mariângela Simão comemorou a possibilidade de distribuir os imunizantes:

"Países sem acesso a vacinas até agora finalmente vão conseguir começar a vacinar seus profissionais de saúde e populações de risco, contribuindo para o objetivo da Covax Facility de distribuição equitativa de vacinas. Mas precisamos continuar a pressão para atender às necessidades de populações prioritárias em todos os lugares e facilitar o acesso global. Para fazer isso, precisamos de duas coisas – um aumento da capacidade de produção e o envio precoce, pelos desenvolvedores, de suas vacinas para avaliação da OMS" – defendeu a diretora.