Bairro de Londres proíbe orações no lado de fora de clínica de aborto

O Conselho do bairro de Ealing, em Londres, Reino Unido, decidiu estender por mais três anos um perímetro de isolamento contra orações e ofertas de ajuda no entorno de uma clínica de aborto.

A Ordem de Proteção do Espaço Público (PSPO na sigla em inglês) foi imposta pelo Conselho na área externa à clínica da empresa MSI Reproductive Choices. Pela medida, torna-se crime realizar vigílias de oração, distribuir folhetos ou oferecer assistência para mulheres que estão pensando em abortar nas proximidades da clínica.

A conselheira trabalhista de Ealing, Binda Rai, disse que “comportamentos nocivos” retornariam para a clínica se as proibições não fossem estendidas. Em contrapartida, grupos pró-vida criticaram a Ordem de Proteção por infringir a liberdade de expressão.

O grupo ‘Be Here for Me’ (Esteja aqui por mim), que conduz vigílias nas áreas externas a clínicas de aborto no Reino Unido, criticou a decisão e defendeu que suas ações são sempre pacíficas e respeitosas com as mulheres que visitam os estabelecimentos. De acordo com o grupo, as proibições privam mulheres vulneráveis de ajuda e informações que elas podem não conseguir de outra maneira:

“São as mulheres mais vulneráveis que vão sofrer com essa medida rigorosa. Mulheres que não têm para onde correr, que sentem que o aborto é sua única escolha, mas não querem fazer essa escolha, mulheres sob pressão de seus parceiros, familiares ou circunstâncias pessoais” – defenderam.