Município do Rio estuda restringir transporte público durante carnaval em caso de aglomerações

A prefeitura do Rio de Janeiro estuda impor restrições nos transportes públicos da cidade durante o carnaval em caso de a operação montada não dar conta de coibir as aglomerações durante o feriado.

No momento, o foco será na fiscalização dos eventos clandestinos, que conta com mil homens da prefeitura e 14 mil policiais militares, além do uso de 800 câmeras do Centro de Operações Rio (COR). Os blocos estão proibidos de circular e foram montadas barreiras de monitoramento em oito pontos de acesso à cidade para barrar a entrada de veículos fretados.

Se as medidas forem insuficientes, a prefeitura estuda colocar em prática restrições à circulação de pessoas em transportes públicos, a exemplo do que já aconteceu na virada do ano.

Venda de ingressos

A preocupação é grande com a realização de eventos e festas clandestinas pela cidade. Embora a prefeitura esteja monitorando as redes sociais e os sites regulares de comercialização de ingressos, a divulgação dos eventos tem acontecido livremente nos grupos de mensagens em aplicativos como o WhatsApp e o Telegram.

De acordo com o secretário municipal de Ordem Pública, Brenno Carnecale, as pricipais ações de combate são socioeducativas, mas também haverá punições para quem aglomerar:

“O nosso trabalho é sempre identificar o organizador, aquele que está patrocinando o evento. As pessoas podem ser infracionadas, por exemplo, pelo não uso de máscara, por uma infração sanitária, existem responsabilizações que podem ser atribuídas para essas pessoas” – explicou.

O prefeito Eduardo Paes lamentou as denúncias sobre os eventos:

"Pelo amor de Deus, ficar de babá de marmanjo, assim não dá. Vamos ter consciência.” – disse em live.