Time de basquete dos EUA gera polêmica ao decidir não reproduzir mais o hino do país nas partidas

Time de basquete dos Estados Unidos (EUA), o Dallas Mavericks gerou polêmica nesta semana ao anunciar que não vai mais reproduzir o hino nacional do país antes das partidas em seu ginásio. A decisão foi acusada de ser antipatriota.

As discussões em torno da reprodução do hino dos Estados Unidos em eventos esportivos do país começaram em 2016, quando um jogador de futebol americano começou a se ajoelhar durante o hino em protesto à violência policial contra a população negra. O ato foi posteriormente adotado por atletas de outros esportes e pelo movimento Black Lives Matter.

Do outro lado, políticos e figuras públicas conservadoras dos EUA se colocaram contra os atos alegando se tratarem de um protesto desrespeitoso à pátria e aos militares estadunidenses, que têm na bandeira do país um grande símbolo.

Em 2017, o então vice-presidente Mike Pence abandonou uma partida da liga de futebol americano (NFL) “porque o [então] presidente Trump e eu [Pence] não achamos digno que qualquer evento desrespeite nossos soldados, nossa bandeira ou nosso hino nacional”.

O dono do Dallas Mavericks, Mark Cuban, respondeu às críticas dizendo que a política do hino nacional está “fora de controle”. “Se você quer reclamar, reclame com o seu patrão e pergunte porque ele não toca o hino nacional todos os dias antes de vocês começarem o trabalho” - disse Cuban.

Em resposta à imprensa, um representando da NBA – principal liga americana de basquete – disse que “diante das circunstâncias da atual temporada (jogos com restrição de público nas arenas), os times estão permitidos a realizar os protocolos que julgarem cabíveis antes dos jogos”.