Governo de Minas e Vale assinam acordo bilionário por Brumadinho

O governo do estado de Minas Gerais e a Vale assinaram nesta quinta-feira (04) um acordo financeiro para reparação dos danos provocados pela tragédia do rompimento da barragem em Brumadinho, em 2019. O termo foi assinado em R$ 37,68 bilhões.

De acordo com o secretário de governo de Minas Gerais, Mateus Simões, “este é o maior acordo, em valor, da história do Brasil e o segundo do mundo”. O termo foi definido em audiência na manhã de hoje, no Tribunal de Justiça de Minas (TJMG), que fica em Belo Horizonte.

O governo mineiro pedia cerca de R$ 55 bilhões de indenização, valor levantado por um estudo da Fundação João Pinheiro que levava em consideração "a relevância dos direitos transindividuais lesados, a gravidade e repercussão das lesões, a situação econômica do ofensor, o proveito obtido com a conduta, o grau de culpabilidade, a reincidência e a reprovabilidade social dos fatos."

A Vale não concordou com a quantia e, após seis audiências de negociações, o valor final foi fechado nos cerca de R$ 37 bilhões, 32% menor do que o pedido.

Tragédia de Brumadinho

No último dia 25 de janeiro, a tragédia do rompimento da barragem de minérios de Brumadinho, em Minas, completou dois anos. Desde então, as equipes de resgate já localizaram 259 das 270 vítimas fatais do desastre ambiental. As buscas pelos desaparecidos chegaram a ser interrompidas por cinco meses em 2020 por conta da pandemia, mas foram retomadas em agosto. O Corpo de Bombeiros assumiu o compromisso de continuar a operação até que a última vítima seja localizada.

De acordo com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), os impactos ambientais causados pelo derramamento dos rejeitos na vegetação e nas águas podem levar anos até que sejam reparados. Alguns dos mais afetados pela tragédia foram os pescadores e as populações indígenas da região do Rio Paraopeba, para onde correu a lama de minério.