Após mudança da Anvisa, governo negocia compra de mais 30 milhões de doses de vacinas contra a Covid

O Ministério da Saúde vai se reunir nesta sexta-feira (05) com representantes de dois laboratórios internacionais para negociar a compra de mais 30 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19. Segundo a pasta, a intenção é adquirir os imunizantes Sputnik V, do Instituto Gamaleya russo, e Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech.

Nenhuma das duas vacinas está em testes no Brasil, mas como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) retirou essa exigência para uma possível aprovação do uso emergencial de imunizantes no país, o Ministério resolveu abrir as tratativas:

"A decisão de avançar as negociações ocorre após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar o novo protocolo com simplificação do processo de concessão de uso emergencial e temporário de vacinas, dispensando a realização de estudos clínicos de fase III. A expectativa da pasta é ter acesso aos imunizantes ainda em fevereiro" – disse o Ministério de Saúde.

De acordo com os dois laboratórios, o Brasil poderia receber pelo menos 18 milhões de doses, entre Sputnik V e Covaxin, ainda no mês de fevereiro. A Anvisa, porém, disse que o prazo para a análise de vacinas que fazem testes no exterior é de 30 dias, enquanto as testadas no Brasil são analisadas em 10 dias. Além disso, a empresa que solicitar o uso emergencial deverá se comprometer a pedir o registro sanitário definitivo depois.

Vacinação no Brasil

Segundo o levantamento 'Coronavírus Brasil', mais de 2,8 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 já foram administradas no Brasil. Os estados que mais vacinaram, em números totais, foram São Paulo (582 mil), Bahia (231 mil) e Rio de Janeiro (228 mil). Entre os mais avançados proporcionalmente à população estão o Distrito Federal (2,81%), Roraima (2,13%) e Amazonas (1,9%).

Nesta semana, alguns estados já iniciaram a aplicação da segunda dose da CoronaVac, que tem prazo de 14 a 28 dias após a primeira aplicação. A vacina de Oxford, por sua vez, tem um prazo de 12 semanas para a segunda dose.


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