Anvisa deixará de exigir fase 3 de testes no Brasil para uso emergencial de vacinas contra a Covid

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu que vai retirar a exigência da realização de testes de fase 3 no Brasil para a aprovação de uso emergencial de vacinas contra a Covid-19 no país.

A medida vai ampliar o leque de possibilidades de contratação de imunizantes pelo país, uma vez que somente quatro fórmulas foram ou são testadas no Brasil: CoronaVac, pelo Instituto Butantan; Oxford/AstraZeneca; Pfizer/BioNTech; e Johnson & Johnson. A vacina russa Sputnik V, por exemplo, ainda não realiza a fase 3 de estudos no Brasil e, por isso, não pôde ser analisada pela Anvisa.

Acontece que o imunizante, que será produzido aqui no país pela farmacêutica União Química, já apresentou eficácia global de 91% contra a Covid em testes realizados na Rússia, tendo seus dados já sidos publicados, inclusive, na revista científica The Lancet. Com menos uma exigência, a vacina fica mais próxima de ser incorporada no Programa Nacional de Imunizações.

Na semana passada, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, disse a representantes da União Química e do Fundo Russo de Investimentos Direto que o ministério “está disposto a formalizar tratativas comerciais com essa empresa [de 10 milhões contratadas pela União Química] para a eventual aquisição de lotes do imunizante, de forma a aumentar o mais brevemente possível a oferta de imunizantes à população brasileira."

Outra vacina que pode ser beneficiada pela decisão da Anvisa é a Covaxin, produto da farmacêutica indiana Bharat Biotech. O laboratório brasileiro Precisa Medicamentos solicitou na segunda (1º) permissão para realizar os testes no Brasil, mas agora poderia cortar essa etapa para acelerar a aprovação e distribuição no país.